Artigo - O distanciamento social e a solidariedade precisam continuar

Causa-nos muita preocupação a disposição de alguns governadores e prefeitos em relaxar o distanciamento social, desconsiderando o aumento de casos e mortes pelo coronavírus e colocando a população novamente em um risco maior de contaminação.

Tudo indica que estão sendo pressionados por maus patrões, irresponsáveis, insensíveis, desumanos e gananciosos, que só visam lucros e status. Não podemos aceitar esta pressão do “mercado” sobre os governos estaduais e municipais e também sobre a classe trabalhadora.

Pois, sem as necessárias restrições contra a propagação do coronavírus, são os trabalhadores e as pessoas pobres e/ou socialmente vulneráveis que correm mais riscos de saúde e de vida. Os estoques de testes para detectar o Covid-19, infelizmente, são insuficientes para garantir que não haja contaminações e no SUS não haverá UTIs nem respiradores para atender os doentes.

O “mercado” não pode decidir quem vive e quem morre durante a pandemia. Por isto, apoiamos os governadores e prefeitos que não aceitam este tipo de pressão, tocando em frente medidas de prevenção em defesa da saúde e da vida da população, baseadas em dados científicos e nos exemplos de outros países.

Enfim, nos colocamos à inteira disposição para continuar contribuindo com as ações de combate à pandemia, reforçando a nossa proposta de ceder os espaços físicos dos nossos sindicatos, como sedes, clubes de campo e colônias de férias, para as Secretárias de Saúde de todo o País, e promovendo campanhas de arrecadação de alimentos para as comunidades carentes mais atingidas pela atual crise.


Miguel Torres
presidente interino da Força Sindical e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos)