Artigo - Até quando?

Nunca passou pela nossa cabeça ver o Brasil e o mundo, em pleno século 21, serem atingidos por uma terrível pandemia e padecerem sob governos autoritários, irresponsáveis, arrogantes e despreparados para enfrentar crises e propor soluções.

E dizer, por exemplo, que não deixam o presidente da República do Brasil governar é balela, brincadeira de mau gosto, fakenews.

Se fosse um governo realmente voltado ao interesse nacional, a ordem do dia seria acelerar o desenvolvimento e gerar empregos, renda e trabalho decente, com mais direitos, avanços sociais e segurança financeira para todos os brasileiros e brasileiras.

Mas o Jair Bolsonaro só pensa em salvar a pele de familiares e “amigos” e em sua reeleição. E tudo o que diz, faz ou omite resulta em mais destruição de direitos, de nossas riquezas e soberania, da natureza, do meio ambiente e de vidas.

Por que as instituições e a mídia, com raras exceções, estão tão quietas, omissas, apáticas e coniventes com a situação? Por que a sociedade brasileira aceita tudo passivamente?

Pandemia – A falta de uma coordenação nacional de combate ao coronavírus e os péssimos exemplos do presidente, sempre contrários às orientações médicas e científicas mundiais de prevenção, são sim as principais causas de o País já ter superado as trágicas 160 mil mortes por covid-19.

Mas o que esperar de um sujeito truculento, insensível à dor das famílias, que ignorou a pandemia, chamando as notícias de histeria e o coronavírus de gripezinha?

O que esperar de alguém que incentiva aglomerações e o não uso de máscaras de proteção, que deixou a Saúde sem ministro durante meses, que diante da apresentação dos números disse “e daí?” e “vida que segue”, que desautoriza o atual ministro da Saúde a tratar da compra de vacinas, que acha que nada é urgente e a vacinação não precisa ser obrigatória, que levanta feito um troféu a tal da cloroquina e que vê tudo como uma competição política?

Vale lembrar que países da Europa voltaram a adotar medidas mais rígidas de distanciamento social para evitar uma nova grande onda de contágio, doenças e mortes.

Não podemos, então, no Brasil, nos deixar levar pelos descuidos do governo e relaxar.

Nós, cidadãos e cidadãs, com consciência e conhecimento crítico, devemos continuar seguindo as orientações preventivas: de higiene, distanciamento social e uso de máscaras.

Para o Sindicato dos Padeiros de São Paulo, a vida, a saúde, a segurança e o bem-estar das pessoas estão em primeiro lugar.

Defendemos isto para a nossa categoria, para a classe trabalhadora em geral, para a população brasileira e para toda a humanidade!


Chiquinho Pereira
Presidente do Sindicato dos Padeiros de São Paulo, da FEBRAPAN e Secretário de Organização, Formação e Políticas Sindicais da UGT – Nacional