Artigo - Mimimi do genocida

No momento em que o Brasil caminha para a triste marca de 300 mil mortes por covid-19, o presidente Jair Bolsonaro desfere ataques contra o próprio povo que o elegeu, debochando de recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), como o distanciamento social, e desprezando a gravidade de uma pandemia que tem levado milhões de famílias ao mais profundo sofrimento.

Registro aqui que nesta quinta-feira, 4 de março de 2021, Bolsonaro, com seus habituais deboche e descaso, chamou de “frescura” e “mimimi” as determinações de fechamento de atividades não essenciais para a contenção do vírus. 

Mesmo sabendo como ele é, isto não deixa de nos causar um grande espanto e tristeza.

Repudiamos este novo ataque de insanidade do presidente. 

É ele, que não controlou o coronavírus e não assegurou o sustento econômico das famílias, que precisa parar com o “mimimi”. 

À frente de um governo que tirou o Brasil da lista das dez maiores economias do mundo, jogando-nos na pior posição desde 2004, Bolsonaro se esconde atrás de mais um de seus absurdos.

Pode-se concluir que o presidente abandonou seu povo e só pensa em proteger os próprios filhos, que não se constrangem em ostentar mansões milionárias, enquanto os trabalhadores sofrem sem o auxílio a que têm direito, com o atraso na vacinação e com o descontrole da disseminação do vírus.

Chega de frescura e mimimi, Bolsonaro!

Onde estão os empregos prometidos? Cadê o auxílio emergencial? Onde estão as vacinas contra a covid-19? Por que a vacinação está lenta, desorganizada e sem transparência? #ForaBolsonaro


Miguel Torres
presidente interino da Força Sindical e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos)