Notícia - Bombam nas redes sociais hashtags em defesa da educação

Nas ruas e nas redes, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) foi reprovado por professores, estudantes, trabalhadores e trabalhadoras de todas as categorias profissionais nesta quarta-feira (15), Dia da Greve Nacional da Educação em defesa da aposentadoria e contra o corte de investimentos na educação.

Nas redes, a hashtag #TsunamiDaEducação, que está entre as seis mais compartilhadas do Twitter Brasil desde as primeiras horas do dia, passou a ocupar a primeira colocação nos rankings do Twitter Brasil e também no mundial no início da tarde, acompanhando a tempestade de protestos que está sendo realizado em todo o país.

Outras hashtags relacionadas ao dia de paralisação, como #TodosPelaEducação e #NaRuaPelaEducação ocupam a segunda e a quarta colocação, respectivamente. E Lula, o presidente que mais construiu e investiu em universidades e escolas técnicas em toda a história do Brasil, foi lembrado neste dia de luta com o termo “Lula Livre”, que é o terceiro mais mencionado na rede social.            

A greve, que caminha para ser uma das maiores mobilizações da história, foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação (CNTE) contra a reforma da Previdência de Bolsonaro que prejudica especialmente os professores, os rurais e os trabalhadores mais pobres.

A adesão ao movimento cresceu mais ainda depois que o Ministério da Educação (MEC) anunciou um congelamento no orçamento da Pasta que atinge recursos desde a educação infantil até a pós-graduação, com suspensão de bolsas de pesquisas oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Nas universidades federais, o bloqueio é de 30% dos recursos destinados a gastos como água, luz e serviços de manutenção. Da educação infantil a pós, o congelamento inclui verbas para construção de escolas, ensino técnico, bolsas de pesquisa e transporte escolar.

Idiota é quem não luta, Bolsonaro

A reação de Bolsonaro ao tsunami de atos foi dizer que a luta em defesa de recursos para a educação são feitas por “idiotas úteis”, classificados por ele como “militantes” e “massa de manobra”.

E foi além, para ele, os estudantes que estão nas ruas “não sabem nem a fórmula da água” e servem de instrumento político para “uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais”.


Fonte:  Redação CUT - 15/05/2019


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