Notícia - Emprego dos condutores está na pauta da reunião do Sindmotoristas com o prefeito de São Paulo

Na manhã de hoje (13), dirigentes do Sindmotoristas reuniram-se com o vereador Milton Leite para debaterem a situação da Convenção Coletiva 2019-2020 (CCT) dos trabalhadores em transportes, que segue sem assinatura por parte do sindicato patronal, o SPURBANUSS, que vem alegando dificuldades de ordem financeira para cumpri-la.

Conforme os empresários, há falta de dinheiro para pagar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) até o próximo dia 5 de setembro, e a quitação do benefício somente poderá acontecer em março de 2020.

Mais uma vez, Milton Leite se prontificou a mediar uma solução para o impasse, lamentando a postura do setor patronal. O vereador deixou pré-agendada uma reunião com o prefeito Bruno Covas para a próxima semana.

Após a reunião, aconteceu uma plenária na sede do Sindmotoristas, coordenada pelo secretário geral Francisco Xavier da Silva (Chiquinho), que criticou pessoas que estão no meio da categoria para dividir forças e propagar mentiras. Ressaltando ainda, que essa diretoria está unida e defendendo uma mesma causa é que a dos trabalhadores em transportes. “Quem aposta que o sindicato vai ceder à pressão de patrão vai cair do cavalo. A PLR será paga de um jeito ou de outro”.

Já o secretário de Imprensa e Comunicação Cristiano Porangaba (Crizinho) destacou que o sindicato tem mantido regularmente reuniões com representantes do Poder Público e com os empresários e, em todas as ocasiões, deixou claro que a queda no número de passageiros de ônibus, estimada em 12 milhões, é consequência de políticas equivocadas e que a solução da crise do sistema de transporte público não está no fim dos cobradores.

PAUTA

Será levada ao prefeito Bruno Covas uma pauta dos condutores com destaque para os seguintes pontos:

– Priorizar a implantação de faixas/corredores de ônibus em todas as regiões da cidade;

– Aumento da velocidade dos ônibus;

– Taxar o transporte por aplicativos;

– Regularização das novas empresas de ônibus;

– Abrir discussão sobre o modelo de gerenciamento da SPTrans.

Nesta reunião, o Sindmotoristas também pretende encerrar a discussão sobre o fim dos cobradores e da redução da frota. “Queremos um compromisso do prefeito garantindo o emprego dos condutores”, ressaltou Valdemir dos Santos Soares (Moleque), secretário de finanças.

Moleque ainda criticou a SPTrans, considerando-a um “um órgão oneroso, sem função efetiva no sistema e que não passa de um cabide de empregos. São centenas de funcionários com altos salários. Para a manutenção da SPTrans, hoje, os recursos são da ordem de R$400 milhões/ano”, pontuou.

CONVENÇÃO SERÁ CUMPRIDA

“Mesmo que o SPURBANUSS relute em assinar a Convenção Coletiva de Trabalho, as empresas de ônibus estão obrigadas a cumprir as cláusulas sociais e econômicas formalizadas em ata” esclareceu Dr. Jucelino Medeiros, advogado da entidade. Ele ainda afirmou que, na pior das hipóteses, a Tutela Judicial fará cumprir o acordo firmado entre as partes.

VOLTA DOS PASSAGEIROS

Na Plenária, todos concordaram que o transporte por aplicativos (ex. UBER, 99 etc.) são os verdadeiros vilões da perda de usuários de ônibus que, em sua maioria, migrou para esse tipo de transporte alternativo.

O presidente em exercício da entidade, Valmir Santana da Paz (Sorriso), defendeu a ideia de criar atrativos para recuperar esses passageiros, começando por tornar mais ágil o transporte por ônibus e criar uma lei determinando uma taxa para os transportes por aplicativos.

Sobre a PLR, Sorriso afirmou que jamais aceitará a proposta imoral. “Isso é uma afronta que já teve resposta. Exigimos o respeito a todas cláusulas da Convenção e isso inclui o pagamento integral da PLR em setembro. Quanto a conversa com o prefeito de São Paulo, discutiremos melhorias nos direitos dos trabalhadores. Apesar dos obstáculos, tenho a certeza que juntos vamos sair vitoriosos desta luta”.


Fonte:  Sindicato dos Motoristas de São Paulo - 14/08/2019


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