Notícia - Prioridade é garantir empregos

“Mais do que nunca, precisamos nos unir para enfrentar as adversidades”, afirma Luiz Antonio Ferreira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Refeições Coletivas de São Paulo. O SindiRefeições SP carrega uma história de lutas e conquistas, mas neste momento não são poucos os desafios diante da Covid-19. A prioridade é garantir “a manutenção dos empregos, já que somos uma das categorias mais afetadas no atual momento, principalmente no segmento de Refeição Escolar (público e privado), além de garantir os direitos dos trabalhadores”, afirma Ferreira, no cargo desde 12/4/ 2019.

Com 31 anos, fundado em 12/4/1989, o Sindicato tem 25 mil trabalhadores em sua base no município de São Paulo, com 15 mil associados (80% são mulheres; 20%, homens). Eles estão espalhados por Cozinhas Industriais de empresas públicas e privadas que operam nos setores de refeições coletivas e de refeições escolares. Estão presentes em cerca de 3,7 mil unidades de 260 empresas, onde as refeições são preparadas para serem servidas a milhares de trabalhadores dos mais diversos setores da economia e a estudantes. São cozinhas industriais de escolas, presídios, hospitais, bancos, indústrias, estabelecimentos comerciais, entre tantas outras onde há necessidadede preparar refeições para servir no local (refeitórios) ou transportar para outros clientes.

Entre as muitas conquistas obtidas pelo Sindicato, Ferreira destaca o reconhecimento desses trabalhadores como categoria profissional e a Convenção Coletiva de Trabalho que garante, entre outros benefícios, auxílio creche; cesta básica; vale refeição; plano de saúde (extensivo aos dependentes); seguro de vida; piso salarial normativo para as funções de cozinheira escolar, cozinheira industrial ecopeira hospitalar.

FOCO É A PROTEÇÃO DOS DIREITOS DO TRABALHADOR


Nem tudo, no entanto, são flores e o caminho se tornou pedregoso e acidentado a partir da reforma trabalhista de 2017. “Diante do cenário de crise e colapso político do nosso país, mesmo com a tentativa de desmonte da organização sindical, não podemos perder o foco, que é a proteção dos direitos dos trabalhadores”, desabafa o presidente.

 


Fonte:  Redação Mundo Sindical - 16/09/2020


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