Notícia - Acordos garantem direitos e reposição da inflação a mais de 40 mil metalúrgicos

Após quatros meses de intensas negociações entre os representantes dos trabalhadores e as bancadas patronais, chegou o momento tão esperado das assinaturas das CCT (Convenções Coletivas de Trabalho). Os documentos que garantem direitos e reposição da inflação (INPC 2,94%) foram assinados ontem, pelos integrantes da FEM/CUT (Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT) e pelos patrões, na sede da Federação.

Os acordos foram assinados com quase todos os grupos, totalizando 40.179 metalúrgicos. A Estamparia também já tem negociação definida e deve assinar a Convenção nos próximos dias. A única exceção foi o G10 que não assina Convenção há quatro anos. O grupo recebeu aviso de greve e a negociação será feita por empresa.

Os números não incluem as montadoras que têm acordos separados.

Para o coordenador da Regional Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, Marcos Paulo Lourenço, o Marquinhos, as assinaturas representam uma grande vitória da categoria.

“O peso do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC foi muito importante nessa negociação de Campanha Salarial. Em meio à pandemia, sair com a reposição do INPC e com a Convenção Coletiva assinada é uma vitória imensa. Isso só reforça a nossa luta e o quanto é bom ser deste sindicato que traz tantos benefícios para o trabalhador”.

O coordenador da Regional Diadema, Antônio Claudiano, o Da Lua, reforçou que após as tensões, é hora e celebrar. “Essa negociação ocorreu num momento muito difícil, adverso. Além da pandemia, sabemos que a economia já vem há tempos patinando, não avança e o governo não tem medidas para promover o desenvolvimento, melhorar a produção, gerar empregos. Mesmo assim, conseguimos fechar os acordos, é um momento importante da nossa vida sindical. Quero parabenizar a Federação na condução das negociações”.

Seguimos na luta

“É importante lembrar que das sete Convenções assinadas, três têm vigência de um ano e as outras, de dois anos, isso dá tranquilidade à categoria em relação aos cruéis ataques aos nossos direitos impostos por este governo que aí está. No Grupo 10, seguimos na luta para fechamos acordos por empresa com as mesmas garantias para todos os companheiros. Foi um ano difícil, mas organizados e firmes na luta conseguimos sair mais uma vez com a vitória. Parabéns a todos!”, finalizou o coordenador de São Bernardo Genildo Dias Pereira, o Gaúcho.

Grupo 2 – Sindimaq e Sinaees 

(máquinas, aparelhos elétricos, eletrônicos)

Reposição integral da inflação e renovação da Convenção Coletiva até 2022.
 

Grupo 3 – Sindipeças, Sindiforja e Sinpa

(autopeças, forjaria e parafusos)

Reposição integral da inflação e renovação da Convenção Coletiva até 2022. 


Fundição
Reposição integral da inflação e renovação da Convenção Coletiva até 2022.


Sindratar

(refrigeração, aquecimento e tratamento de ar)

Reposição integral da inflação e renovação da Convenção Coletiva até 2022.

Sindicel

(condutores elétricos, trefilação e laminação de metais não ferrosos)

O grupo tinha acordo assinado no ano passado válido por dois anos e se comprometeu a cumprir. Com a negociação deste ano foi conquistada a extensão da Convenção Coletiva até agosto de 2022.

Grupo 8.2 – Sicetel e Siescomet

(trefilação e laminação de metais ferrosos, esquadrias e construções metálicas)

Reposição integral da inflação e renovação da Convenção Coletiva até 2021.

Grupo 8.3 – Sinafer, Simefre e Siamfesp

(artefatos de ferro, metais e ferramentas e materiais e equipamentos ferroviários e rodoviários e artefatos de metais não ferrosos)

Reposição integral da inflação e renovação da Convenção Coletiva até 2021.

 

 


Fonte:  Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - 15/10/2020


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