Artigo - Um presidente desesperado

As palavras de um presidente da República influenciam e muito as ações das pessoas. Portanto, o atual presidente é responsável sim pela escalada de violência política no País. Infelizmente, em vez de ir a público pedir a pacificação da sociedade e respeito à democracia e à vontade da maioria, ele resolveu reunir embaixadores para divulgar mais fakenews.

Confunde a opinião pública, fomenta a violência, deprecia importantes instituições para o Estado Democrático de Direito, entre elas o STF e o TSE, e não para de questionar a idoneidade das urnas eletrônicas.

Vale lembrar que o próprio presidente e seus filhos políticos foram eleitos pelas urnas eletrônicas, que é um sistema eleitoral ágil, seguro e elogiado nacional e internacionalmente. Estas ações insanas, que mereceram o correto repúdio de inúmeras pessoas e organizações no Brasil e no mundo todo, são uma busca desesperada de quem vislumbra a derrota eleitoral nas eleições de outubro e as futuras condenações perante os inúmeros erros e “crimes” que cometeu em seu nefasto governo.

Bolsonaro pode estar desejando, então, uma narrativa para dar um golpe e impedir a eleição e a posse do principal adversário nas eleições: o ex-presidente Lula, líder nas pesquisas de intenção de voto. Espelha-se em seu ídolo, Donald Trump, que patrocinou a invasão do Capitólio dos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2021, por não aceitar a derrota nas eleições de 2020.

Bolsonaro sempre foi a favor da violência, da tortura, da ditadura militar e do autoritarismo e continua assim. É um político antidemocrático eleito democraticamente, vale reforçar, pelas urnas eletrônicas. E seus quatro anos de governo foram um desastre: com o aumento da fome, da carestia, do desemprego, da inflação, do alto custo de vida, dos juros elevados (que impedem o desenvolvimento dos setores produtivos geradores de empregos), da corrupção, da destruição do meio ambiente e dos ataques aos direitos sociais, trabalhistas, sindicais e previdenciários da classe trabalhadora.

Exigimos respeito à democracia, às instituições democráticas, ao sistema eleitoral das urnas eletrônicas e à vontade da maioria e estamos na luta pela pacificação e pela retomada do desenvolvimento sustentável do Brasil.


Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP