Artigo - À Força: construir a Conclat

Grande, não apenas na participação numerosa que devemos ter, mas também e, sobretudo, no conteúdo. Precisamos apresentar conjunto de propostas que ajudem a tirar o Brasil dessa estagnação. O País está economicamente parado. Embora a grande imprensa não tematize essa questão, estamos sob estagflação, que é caracterizada por altos índices de desemprego, recessão econômica e inflação alta.

Em termos percentuais, a taxa de desemprego no Brasil era de 11,9% em 2019 e subiu para 14,4% em 2021. Para 2022, a previsão é que caia para 13,6%. Ainda assim, o índice é mais de 2 vezes superior à média global.

Em termos numéricos, a taxa de desemprego atingiu 12,6% no terceiro trimestre de 2021, o que significa queda de 1,6 ponto percentual na comparação com o segundo trimestre de 2021. O número de pessoas em busca de emprego no País recuou 9,3% e, com isso, chegou a 13,5 milhões.

No segundo trimestre de 2021, a economia brasileira já havia registrado queda de 0,4%. No terceiro, recuou novamente, 0,1%. Como aquela foi a segunda queda seguida, o País entrou também em estado de recessão técnica. Estes dados são do IBGE.

Mas, afinal de contas, o que é uma recessão? E como isso afeta a vida dos brasileiros

Segundo a agência Bloomberg, recessão é período ou fase de contração no ciclo econômico, isto é, de retração geral na atividade econômica, com queda no nível da produção (medida pelo PIB), aumento do desemprego, queda na renda familiar, redução da taxa de lucro, aumento do número de falências e concordatas, aumento da capacidade ociosa e queda do nível de investimento.

Segundo o IBGE, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação no País, fechou 2021 em 10,06% no acumulado dos últimos 12 meses.

Conclusão: assim, diante dos insofismáveis dados e números, o Brasil está sob estagflação…

Construir a Conclat

 
Diante dessa destruição imposta pelos 2 anos de governo Temer (MDB) (2016-2018) e radicalizada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) é necessário que construamos vigorosa agenda política de luta, dentro e fora do Congresso Nacional.

Precisamos construir propostas para elevação do desenvolvimento do País, para geração de emprego e renda. Os candidatos que serão apoiados pela Força Sindical e as entidades vinculadas à central — do presidente da República, passando pelos governadores, senadores e deputados federais e estaduais —, precisam ter essa orientação como norte.

Quais as providências que estamos todos tomando para construir essa grande, numerosa e qualificada conferência dos trabalhadores?

O tempo está passando e precisamos ter a capacidade de tirar o movimento sindical desse estado letárgico (marasmo), pois as eleições de 2 de outubro de 2022 serão as eleições de nossas vidas!

Mais que derrotar Bolsonaro, precisamos ajudar a tirar nosso povo desse estado de pobreza, miséria, violência desenfreada e falta de perspectivas de dias e vida melhores.

Não somos povo de 3ª classe! O brasileiro é ímpar, o Brasil é riquíssimo, as terras agricultáveis são imensas e férteis, nosso subsolo é dos mais ricos e generoso. Por que a imensa maioria do nosso povo é pobre e agora milhões passam fome ou vivem em estado de miserabilidade?

Porque a maioria dos chamados políticos não representam os interesses genuínos do povo em geral e dos trabalhadores em particular. É preciso mudar isso votando corretamente. Esse é o 1º chamado que fazemos! A Luta faz a Lei!


Miguel Torres
presidente interino da Força Sindical e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes e da CNTM (Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos)