Artigo - A greve na Brose

Em um texto recente reportei a greve que os trabalhadores de uma metalúrgica multinacional paranaense estavam fazendo para obrigar a empresa a negociar melhores condições de trabalho, mas não citei o nome da empresa.

Marco-a agora com ferro em brasa: Brose é o nome da empresa.

Eu o faço porque seus diretores persistiram ao longo de todo o mês de fevereiro em um comportamento intransigente, repressivo e antissindical que tem obrigado os trabalhadores a se manterem em greve (com apoio de suas famílias) e o sindicato a tentar garantir a abertura de negociações.

Os diretores da empresa merecem crítica por, pelo menos, três comportamentos condenáveis:

1-     Resistem de todas as formas a aceitar um clima de negociação respeitosa com os trabalhadores e com o sindicato;

2-     Contratam fura-greves como trabalhadores temporários, agindo de maneira antissindical;

3-     Estimulam a presença e a repressão  da PM estadual, que tem agido como milícia privada e agredido sistematicamente os dirigentes sindicais que apoiam a greve no local.

Os verdadeiros heróis são os grevistas e as suas famílias; os grandes vilões são os diretores da Brose e seus apaniguados.


João Guilherme Vargas Netto
É membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo

 

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