Artigo - Dois campos

Para se lutar bem é preciso conhecer bem a causa da luta.

O tema da redução da jornada de trabalho, reivindicação histórica do movimento sindical e que avança aos solavancos, tem sua institucionalidade variada ao longo da história e no conjunto das nações.

Aqui no Brasil a redução da jornada tem avançado constitucionalmente e a partir deste número, tem aumentado também nas negociações coletivas entre trabalhadores e patrões.

Já o regime de escala de trabalho, objeto de negociações específicas, somente agora, na discussão da escala 6 x 1, tem sido considerado no Congresso Nacional como matéria constitucional.

O apelo midiático e das redes sociais sobre o tema 6 x 1 fez com que este rabo abanasse o cachorro (a redução constitucional da jornada) e assim deve ser travada a luta no Congresso Nacional.

O presidente Lula, em sua intervenção no II Congresso Nacional do Trabalho, com sua experiência, deu um peso efetivo às negociações entre os trabalhadores e os patrões que devem ser o modo fundamental de resolução de problemas.

Isso se aplica mesmo nos casos em que já há institucionalização política do tema, como ocorre agora na discussão da escala 6 x 1 e da redução da jornada (com manutenção do salário) no Congresso Nacional.

São dois campos que se sobrepõem: a negociação entre trabalhadores e patrões e as articulações no Congresso Nacional, com deputados e senadores.


João Guilherme Vargas Netto
É membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo

 

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