Artigo - O algoritmo está a serviço do capital, e o humano?

Com o objetivo de promover e manter cada vez mais os privilégios de alguns e minar a democracia com a monetização do discurso do ódio e da guerra na sociedade, muitos trabalham para que a internet, como campo de batalha, vença essa guerra. 

A comunicação deixa o seu crivo analítico e crítico para atuar apenas na execução e disseminação de resultados. 
Deixar o crivo analítico e crítico do humano, para atuar apenas na execução de dados da máquina, empobrece o funcionamento e o futuro da humanidade, que necessita de pilares mais complexos para prosseguir o seu movimento, o seu desenvolvimento.

A “mediação” executada por programas e programas digitais e a inteligência artificial podem ser bem grotescas, incorretas e inadequadas. E podem acelerar o declínio da diversidade humana em todas as suas esferas.

Conciliar o humano, com todas as suas capacidades e capacitações, e a tecnologia, que parece seduzir por sua aparente “sabedoria”, é um desafio, não uma brincadeira. A idolatria da vez deixa seus rastros. Os casos de doenças mentais, segundo alguns pesquisadores, vêm aumentando no mundo.

Certa vez li uma frase muito interessante: “Expulse a natureza à força e ela volta correndo”. Talvez isso justifique os casos de neuroses e psicoses em alta. As grandes mudanças na vida do planeta como um todo.

A potencialidade que mora no interior, no subjetivo, e cuja ação passa pelo desejo, sonho, paixão e coragem, é conteúdo único criado pela vida nos ciclos das existências.


Aqui não é o caso de ser contra ou a favor da revolução tecnológica e sim de como suas aplicações estão sendo feitas e de como vamos viver. Passa pela matriz do poder que sempre está, literalmente, nas mãos de indivíduos destituídos de qualquer substancialidade e comprometimento com o contexto do planeta.

Precisamos viver e resolver o que é real. Sem subterfúgios que anestesiam a sociedade e empobrecem, de várias maneiras, as próximas gerações. 

A transitoriedade não pode justificar o medo. Sim, somos finitos por aqui. Aproveite a estada para sonhar e realizar um mundo melhor para o planeta. Boa viagem!

 

Ilustração: Susana Buzelli


Susana Buzeli
Jornalista

 

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