Notícia - Sindicato se reúne com bancos na terça para discutir aumento de casos de Covid

Em todo o país, a quantidade de agências bancárias que têm fechado as portas por causa da contaminação de trabalhadores com a nova variante do coronavírus, a ômicrom, altamente transmissível, aumenta a cada dia,

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) diz que não sabe a quantidade de contaminados, apenas que vem recebendo relatos de aumento do número de infectados pela variante ômicron no setor e fecha agências para higienizar o local.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região pesquisou e constatou que a situação nas agências bancárias se agravou na última semana, após serem registrados 500 casos confirmados de bancários com Covid-19.

Pelo menos 150 agências foram fechadas no período, de acordo com o levantamento do sindicato. O mesmo está ocorrendo em outras cidades do Brasil.

Com a constatação da gravidade da situação, o Comando Nacional dos Bancários solicitou a antecipação da mesa de negociação com a Fenaban para tratar do tema. A reunião, prevista para a quinta (20), será realizada agora na terça-feira (18), às 14h.

O objetivo dos representantes dos trabalhadores é discutir a adoção de medidas preventivas para proteger a categoria.

Um dos pontos a ser tratado no encontro, realizado de forma virtual, será a retomada e até mesmo a ampliação do home office. Desde o último trimestre do ano passado, a medida deixou de ser adotada por alguns bancos.

“Queremos chamar a atenção da Fenaban e dos bancos para a gravidade do momento. O contágio está muito mais elevado. Se não forem tomadas medidas, podemos voltar a perder muitas vidas”, alerta o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Vinicius Assumpção.

Responsabilidades

O dirigente lembra que, no início da pandemia, Comando e Fenaban firmaram um acordo com medidas protetivas importantes.

“Flexibilizar as medidas protetivas neste momento é uma tremenda irresponsabilidade. Os bancos que não levarem em conta a gravidade do momento podem ser responsáveis pelo aumento da doença e do número de mortes na categoria”, critica.

“Estamos passando pelo pior momento da pandemia. Não tem sentido argumentar que os bancários não devem voltar ao home office. Vamos cobrar fortemente isso, mas também outras medidas que foram flexibilizadas, como rodízio e controle de atendimento nas agências”, conclui.

A Fenaban afirma que todos os protocolos continuam sendo respeitados.

Desrespeito aos protocolos

O Sindicato dos Bancários de São Paulo vem recebendo denúncias e visitando locais de trabalho para garantir que os protocolos de segurança sejam respeitados. Dentre eles, a sanitização da agência, o afastamento de bancários com suspeita de contaminação e a testagem dos funcionários próximos.

No entanto, nesta quinta-feira (13), duas agências do Banco do Brasil (BB) foram alvo de protesto na região da Avenida Paulista. O sindicato denuncia demora na avaliação dos casos suspeitos e desrespeito aos protocolos de segurança no combate à doença. O banco é acusado de ter alterado de forma unilateral os protocolos previstos no manual para o trabalho presencial. A intervenção teria provocado aumento dos casos da doença.

“O descumprimento aos protocolos diz respeito ao mau uso de máscaras nas unidades do Banco do Brasil e também à falta de dispensa adequada dos funcionários e de sanitização dos locais”, afirma Neiva Ribeiro, secretária-geral do sindicato. “Estamos atuando para que todos os bancos respeitem os protocolos e não agravem ainda mais a situação, prejudicando trabalhadores e clientes”, destaca a dirigente.

A entidade informa que nas últimas duas semanas recebeu denúncias de descumprimento dos protocolos que resultaram em mais de 250 funcionários do BB contaminados pelo coronavírus na cidade de São Paulo. Aproximadamente um terço desse número (80) atua nas dependências de uma única unidade: o Centro Empresarial São Paulo (Cenesp).

O movimento sindical bancários já acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a decisão do BB de alterar o manual de segurança sobre a covid-19.


Fonte:   Redação RBA | Editado por: Marize Muniz - CUT - 14/01/2022


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