Ao som de marchas tradicionais e com o envolvimento da comunidade, o bloco O Pinto do Visconde, tradicional da CUT São Paulo, abriu a temporada do Carnaval 2025 na noite de sexta-feira, 21.
“Ocupar as ruas, o espaço público, é muito importante. É fundamental esse momento de lazer para os trabalhadores e trabalhadoras. Bloco de rua é cultura e participação popular”, comenta o presidente da CUT-SP, Raimundo Suzart.
A concentração começou no saguão da sede da CUT, com a apresentação do grupo Papum SP, que trouxe clássicos do samba para fazer o “esquenta” com os participantes. Após isso, os foliões ocuparam a rua Caetano Pinto e a banda deu início ao show.
O cortejo seguiu nas ruas do Brás, cruzando a rua Torquato Neto, Carneiro Leão e a Visconde de Parnaíba. A dispersão ocorreu por volta das 20h30 no ponto inicial do desfile.
“É sempre gratificante ver a participação dos moradores do bairro, famílias e crianças, nesse momento de descontração, que também faz parte da luta”, comenta o secretário de Cultura da CUT-SP, Carlos Fábio (Índio).
Neste ano, o mote do bloco foi “Floresta em pé, golpistas na prisão”, com destaque para a preservação do meio ambiente e a punição para os golpistas que atentaram contra a democracia no dia 8 de janeiro de 2023.
O Pinto do Visconde está no cronograma oficial do Carnaval de rua da cidade, que neste ano teve o recorde de 767 blocos inscritos.
Tradição
Criado em 2009, o bloco "O Pinto do Visconde" se consolidou a partir da iniciativa de moradores e dirigentes da CUT, que se encontravam em um bar entre a esquina das ruas Caetano Pinto e Visconde de Parnaíba, no bairro do Brás. Da mescla dos nomes dessas ruas é que nasce o nome oficial do bloco.
Desde seu nascimento, é organizado pela CUT São Paulo envolvendo diferentes secretarias e sindicatos filiados à entidade por meio do Coletivo Estadual de Cultura da CUT-SP.