O presidente Miguel Torres (Força Sindical, CNTM e Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes) integra a comitiva oficial do presidente Lula em visita ao Japão e ao Vietnã neste mês de março de 2025.
“Nós, das centrais sindicais, fomos convidados e participaremos de várias atividades, entre elas a comemoração dos 130 anos da importante cooperação Brasil-Japão. A colônia japonesa no Brasil é muito expressiva e temos muitos brasileiros e brasileiras vivendo no Japão. É, então, um importante intercâmbio”, diz Miguel Torres.
Haverá encontros com empresários, trabalhadores e sindicatos e o presidente Lula fechará protocolos de intenção e acordos. “Os investimentos que o atual governo tem conseguido, com a retomada das relações internacionais em alto nível, são muito importantes para o desenvolvimento do Brasil e para a geração de empregos”, afirma.
130 ANOS – O Brasil conta com a maior população nipo-descendente fora do Japão, estimada em mais de 2 milhões de pessoas, e o Japão abriga a quinta maior comunidade brasileira no exterior, com 210 mil nacionais. Em 2025, comemoram-se os 130 anos das relações diplomáticas Brasil–Japão. Ano passado, Brasil e Japão registraram intercâmbio comercial de US$ 11 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 146,8 milhões. O Brasil exporta principalmente carne de aves (frescas ou congeladas), alumínio, carne suína, celulose, café e minério de ferro. Já as importações são compostas por partes e acessórios de veículos, instrumentos e aparelhos de medição, motores de pistão e demais produtos da indústria de transformação.
SETOR AUTOMOTIVO – O Japão é um dos principais e mais tradicionais parceiros do Brasil na Ásia. É a nona origem de investimentos estrangeiros no Brasil, com cerca de US$ 35 bilhões de estoque de investimento em 2023, o que representa um aumento de 24% em relação a 2022. Nos últimos anos, o setor automotivo recebeu aportes significativos de investidores japoneses. Em 2024, a Toyota anunciou investimentos de R$ 11 bilhões até 2030, e a Honda, de R$ 4 bilhões, também até 2030.