Ontem, 14 de janeiro, os vereadores Kleber Ribeiro, de Guarulhos, e Eduarda Campopiano, de Praia Grande, ambos pertencentes ao PL, invadiram a Sede Central da APEOESP, na Praça da República, no centro de São Paulo. Eles alegaram que estavam protestando contra o reajuste do piso nacional que nem teve índice divulgado.
Esta invasão não é a primeira, pois já invadiram a subsede que fica na cidade de Guarulhos. “Eles já tem histórico desse em Guarulhos, invadiram a nossa sede central, ofendendo, gritando, xingando e ameaçando e até apontando pés de frango para todos que estavam na sede”, falou Matheus Siqueira, diretor estadual do colegiado da Apeoesp.
Para Matheus, este ataque não é contra o sindicato, mas mostra o ódio deles e o desprezo que eles têm da educação pública do Estado de São Paulo.
“Esse tipo de atitude fascista não será aceita. Será combatido na justiça e nós não admitimos esse tipo de intimidação”, disse Matheus.
A CUT-SP em sua nota de repúdio sobre o episódio da invasão a sede da Apeoesp afirma que: “A presença de parlamentares em uma ação dessa natureza agrava ainda mais a os fatos, pois revela o uso de mandatos para estimular práticas fascistas, ataques à organização sindical e à liberdade de expressão.”
A nota ainda fala que as 15 pessoas que acompanham os vereadores eram todos membros do MBL.
Leia a nota completa: https://sp.cut.org.br/noticias/cut-sao-paulo-repudia-invasao-fascista-a-sede-da-apeoesp-5dad
Outras entidades sindicais estão divulgando suas notas de repúdio à invasão da sede da Apeoesp.
A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) coloca como premissa que deve-se respeitar às instituições sindicais, os trabalhadores da educação e o processo democrático e à convivência pacífica entre os que pensam diferente.
“A defesa da educação pública e dos direitos do magistério deve ser pautada pelo diálogo, pela legalidade e pela civilidade, jamais pela agressão ou pela coerção”, afirma a CNTE em nota.
A CTB também se manifestou por meio de nota publicada em sua rede social para condenar a ação e falar que “usar o debate sobre o Piso Salarial Nacional do Magistério como pretexto para esse tipo de atitude é inaceitável". E continua: “O que se viu foi uma tentativa de constranger a organização sindical e atacar quem luta por direitos. Divergências políticas se enfrentam com diálogo e respeito — nunca com agressão.”