Representantes do governo federal, de organizações de trabalhadores e empregadores, da justiça do trabalho e da sociedade civil reuniram-se no dia 27 de janeiro, no Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), para dialogar sobre os resultados do monitoramento do Roteiro Estratégico do Brasil na Aliança 8.7.
A Oficina de Validação dos Resultados do Monitoramento do Roteiro Estratégico do Brasil na Aliança 8.7 marcou um momento-chave do compromisso brasileiro com a erradicação do trabalho infantil, do trabalho forçado, da escravidão moderna e do tráfico de pessoas.
Lançada pela OIT em 2017, a Aliança 8.7 foi criada para alinhar esforços globais, regionais e nacionais em torno da Meta 8.7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), evitando duplicações e fortalecendo impactos concretos no mundo do trabalho.
Em 2025, o Brasil tornou-se País Pioneiro da Aliança 8.7, consolidando um processo construído de forma participativa e técnica, com o envolvimento de diferentes instituições governamentais e parceiros sociais.
“Nenhum país avança sozinho. O valor da Aliança está em ser uma plataforma de colaboração, aprendizado mútuo e ação coletiva, complementando outras iniciativas globais e regionais”, afirmou o diretor do Escritório da OIT para o Brasil, Vinícius Pinheiro, na abertura do evento.
Um dos aspectos centrais do compromisso brasileiro é a articulação entre as agendas de enfrentamento ao trabalho infantil, ao trabalho escravo e ao tráfico de pessoas. Essa integração reconhece que essas violações estão interligadas e que respostas eficazes exigem coordenação, coerência e diálogo permanente entre diferentes políticas públicas e instituições.
Nesse contexto, a oficina teve como objetivo analisar os avanços, desafios e oportunidades na implementação das ações previstas no Roteiro Estratégico brasileiro, elaborado para acelerar a eliminação dessas violações até 2030.
A OIT desempenha um papel central como parceira técnica e facilitadora do processo, apoiando tanto a elaboração quanto o monitoramento do Roteiro, por meio da sistematização de informações, do fortalecimento de capacidades institucionais e da promoção do diálogo entre os diferentes atores envolvidos.
Participaram dos diálogos representantes dos ministérios do Trabalho e Emprego, da Saúde, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, da Justiça e Segurança Pública, e dos Direitos Humanos e da Cidadania, além da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (CONTAR), da Central Única dos Trabalhadores (CUT), do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), da Repórter Brasil, da Comissão Pastoral da Terra e da OIT.