A Justiça da Bahia suspendeu as eleições da Associação dos Servidores das Universidades Federais da Bahia (ASSUFBA), previstas para os dias 28 e 29 de janeiro de 2026. A decisão do Juízo da 8ª Vara Cível e Comercial de Salvador foi mantida pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), reconheceu que a eleição estava sendo conduzida para excluir a oposição e impedir o direito da categoria de escolher livremente sua direção. A decisão foi uma resposta à ação movida pela Chapa cutista à oposição, "Renova ASSUFBA".
Para a CUT Bahia, o caso revela uma tentativa grave de esvaziamento da democracia sindical.
"Sindicato não é propriedade privada. É instrumento de luta coletiva.
Eleições sindicais devem ser livres, transparentes e resolvidas no voto da base. Qualquer tentativa de impedir a disputa política enfraquece a entidade, desrespeita os trabalhadores e rompe com a tradição democrática construída com organização e enfrentamento", declarou a presidenta da CUT Bahia, Leninha Valente.
"Enquanto a oposição avança e vence pleitos democráticos na UFBA e na UFRB, a atual direção da ASSUFBA se isola e perde relevância na base. Com medo de repetir a derrota nas urnas do sindicato, a gestão pratica atos antissindicais como impedir a filiação de opositores, cassar sistematicamente as chapas concorrentes e manipular a comissão eleitoral. Para se ter ideia da gravidade, eu e um grupo de colegas tivemos que abrir uma denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT), apenas para conseguirmos efetivar a nossa filiação", denuncia Carolina Mendonça, membro da Chapa 2 "Renova ASSUFBA" e representante eleita dos Técnicos Administrativos em Educação (TAEs) nos conselhos superiores da UFBA (CAE, CONSEPE e CONSUNI) entre 2019 e 2024.
Para Fernando Bandeira, candidato à coordenação geral pela Chapa 2 e atual representante dos TAEs no Conselho Universitário da UFBA (CONSUNI), a decisão judicial restabelece a ordem:
"A tentativa da situação de ganhar por W.O., sem adversário, foi barrada. A Justiça confirmou que impedir a substituição de candidatos da oposição é uma medida antissindical. A Chapa 1 tentou derrubar a liminar no Plantão Judiciário do TJ-BA, mas o recurso foi negado, pois a Desembargadora afirmou que realizar a eleição sem a oposição causaria um dano irreversível à categoria. O que queremos agora é que a democracia seja restabelecida e que a categoria tenha o direito sagrado de escolher livremente quem deve representá-la no próximo triênio".
A CUT Bahia e a oposição cutista continuam mobilizadas e atentas. A democracia sindical não é concessão, é direito adquirido. E vamos lutar até o fim por isso.