Lideranças sindicais e representantes de movimentos sociais se reuniram na última quarta-feira (11), na sede do Sindicato dos Químicos de São Paulo, no bairro da Liberdade, para discutir o cenário político e as estratégias da classe trabalhadora rumo às eleições de 2026.
O encontro, que contou com a presença de dirigentes de centrais sindicais como a Força Sindical, CUT (Central Única dos Trabalhadores) UGT (União Geral dos Trabalhadores, a CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), a NCST (Nova Central Sindical dos Trabalhadores), a CSB ( Central de Sindicatos Brasileiros) e a INTERSINDICAL (Central da Classe Trabalhadora) teve como foco o fortalecimento da unidade do movimento sindical e popular, a consolidação de propostas conjuntas e a defesa de um projeto democrático e popular para o país.
Miguel Torres, presidente da Força Sindical, que participou com diversas categorias filiadas à central afirmou que ““Diante dos desafios que se colocam para 2026, é fundamental fortalecer a unidade entre o movimento sindical e os movimentos sociais, construindo desde já uma estratégia comum em defesa da democracia, dos direitos e de um projeto de desenvolvimento voltado à classe trabalhadora. Mais do que isso, garantir uma chapa ampla com setores moderados da política, como Geraldo Alckmin, atual vice e que defendo aqui sua permanência na chapa”
Durante o debate, o presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, destacou os avanços obtidos nos últimos anos, como a valorização do salário mínimo, a ampliação da proteção social e a saída do Brasil do mapa da fome. Ele também ressaltou a importância da proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, classificada por ele como uma medida de “justiça tributária e alívio direto no bolso dos trabalhadores”.
“Não conseguiríamos esses avanços se não estivéssemos alinhados com um governo progressista”, afirmou Patah.
Pela Nova Central, participaram o vice-presidente nacional Artur Bueno de Camargo e o presidente da NCST-SP, Nailton Porreta. Segundo Artur, que também preside a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação (CNTA), o debate político deve alcançar as bases.
“Essa discussão precisa chegar aos trabalhadores, aos movimentos sociais, à comunidade em geral, ao chão de fábrica, como costumamos dizer no movimento sindical”, destacou.
Os dirigentes defenderam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alertando para o risco de retrocessos em direitos trabalhistas e sociais. Também foi discutida a necessidade de ampliar a representatividade da classe trabalhadora no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas.
Entre os temas tratados, estiveram o fortalecimento da organização popular, a mobilização permanente das categorias e a defesa de pautas históricas, como o fim da escala 6×1.
“Precisamos garantir a reeleição do presidente Lula e melhorar a representação no Congresso para avançar na recuperação dos direitos sindicais e trabalhistas retirados nos últimos anos. Esse deve ser o norte da campanha”, concluiu Artur Bueno.
O encontro marcou o início de uma série de plenárias e debates que devem ocorrer nos próximos meses, com o objetivo de construir um projeto político da classe trabalhadora para as eleições de 2026.