Metalúrgicos da General Motors reivindicam a abertura de um Plano de Demissão Voluntária (PDV) na planta de São José dos Campos. A exigência foi aprovada em assembleia, nesta segunda-feira (23), como alternativa às demissões a conta-gotas que estão sendo realizadas na unidade.
Desde o início deste ano, a GM demitiu cerca de 30 trabalhadores em São José dos Campos, a maioria do setor administrativo.
Para evitar os cortes gradativos, os trabalhadores reivindicam a abertura de PDV. Nesse modelo, além de haver adesão voluntária dos trabalhadores, há possibilidade de inclusão de direitos adicionais à multa rescisória, como indenização maior e continuidade do plano de saúde, por exemplo.
O Sindicato tem uma reunião agendada com a GM nesta sexta-feira (27), quando apresentará a proposta à empresa. Ainda não há previsão da meta para o PDV, caso seja aberto.
“Temos observado demissões concentradas em trabalhadores aposentados e do setor administrativo. Defendemos a abertura de um PDV e a garantia de estabilidade no emprego”, explica o secretário-geral do Sindicato, Renato Almeida.
Sindicato cobra novos investimentos
Além da pauta sobre o PDV, os trabalhadores reivindicam uma reunião entre o Sindicato e o novo presidente da montadora na América do Sul, Thomas Owsianski.
Em agosto de 2025, a GM e a Hyundai anunciaram uma parceria para produzir, juntas, um SUV, um carro de passeio e duas picapes. Os quatro novos veículos serão destinados aos mercados da América do Sul e da América Central, com lançamento previsto para 2028.
Um quinto veículo – uma van comercial elétrica – deve ter produção compartilhada entre a GM e a Hyundai nos Estados Unidos.
Com a reunião, o Sindicato quer discutir a inclusão da fábrica de São José dos Campos nos novos investimentos da GM, especialmente diante da parceria com a Hyundai.
A GM produz, em São José dos Campos, os modelos S10 e Trailblazer, além de motores e transmissão. A unidade emprega cerca de 3.200 trabalhadores.