Diretoria da NCST/SP – Nova Central Sindical de Trabalhadores no Estado de São Paulo, realizaram na manhã de quinta-feira (26), Plenária com Palestras sobre: Fim da Escala 6X1, Tarifa Zero e debateram a relevância destes projetos para a classe trabalhadora que para serem aprovados no Congresso Nacional precisarão de grandes mobilizações.
O primeiro palestrante, Daniel Santini, jornalista com pós-graduação em jornalismo internacional pela PUC - SP, defendeu a priorização de investimentos em transporte público como melhor estratégia para combater congestionamentos, a poluição do ar e minimizar os impactos negativos de aplicativos baseados na precarização de direitos e na falta de regulamentação.
“Vejo a mobilidade como direito, não como serviço. A adoção da tarifa zero está entre as soluções mais interessantes para cidades, com potencial para melhorar o trânsito, o bem-estar e a qualidade de vida não só de quem usa as redes abertas, mas de toda a população. Sistemas baseados em Tarifa Zero podem ser mais eficientes, ecológicos e econômicos”, afirmou.
Comentou que a abolição da cobrança direta de tarifas pode ser combinada com outros mecanismos de desincentivo ao uso de automóveis e melhoria da qualidade das conexões. E que em metrópoles, onde os problemas de mobilidade são complexos, é preciso pensar em soluções integrais, que envolvam não uma saída, mas várias.
“Tarifa Zero pode ser uma saída razoável, racional e sustentável do que lotar as cidades de motoristas “empreendedores” sub-remunerados e sobrecarregados em um complexo que favorece a concentração de renda e impacta negativamente a mobilidade coletiva. Cidades em que o transporte público é acessível e eficiente tendem a ter menos filas de automóveis, fumaça, barulho e violência no trânsito”, garantiu Santini.
Dr. Arnaldo Donizetti Dantas defendeu o Fim da Escala 6X1
A palestra do Dr. Arnaldo Donizetti Dantas, Advogado e Consultor Sindical, abordou o debate sobre o Fim da Escala 6x1 no Brasil, reforçou que a mudança na jornada de trabalho é uma das prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) para 2026, que defende a escala 5x2, 40 horas semanais sem redução de salário.
“Está claro que o tema integra a lista de objetivos assumidos pelo presidente para melhorar a qualidade de vida e as condições laborais dos trabalhadores e trabalhadoras, só que os empresários, seus representantes no Congresso Nacional, a grande mídia tradicional, os partidos políticos da direita e extrema direita, já se mobilizam contra esta alteração”, alertou.
De acordo com o palestrante a atual jornada provoca desgaste físico, emocional, reduz o convívio familiar e não sobra tempo para nada. E que sua redução de 44 para 36 horas, gerará novos empregos, elevar os níveis de produtividade, diminuirá acidentes e doenças ocupacionais e consequentemente diminuirá gastos hospitalares e indenizações com auxílios no INSS.
“O presidente Lula está convencido de que é preciso debater, dialogar de forma transparente esta questão e estabelecer uma discussão com o Congresso, com o empresariado e com os trabalhadores e trabalhadoras, para fazer aquilo que é possível. De nossa parte temos que fazer mobilizações e enfrentar com determinação os que são contra esse projeto”, recomendou Dantas.