Notícia - Sintratel-SP marca presença no Senado em defesa da regulamentação da profissão de telemarketing

O Sintratel-SP esteve presente, na manhã desta quinta-feira, 26 de fevereiro, em Brasília, ao lado de diversas entidades representativas na defesa dos trabalhadores e trabalhadoras em telemarketing, durante debate no Senado Federal sobre o Projeto de Lei do Senado 447/2016 (PLS 447/2016).

O projeto propõe a regulamentação da profissão de telemarketing e teleatendimento, estabelecendo direitos específicos, garantias trabalhistas e mecanismos de proteção à saúde física e mental da categoria. A mobilização reforça a importância de atualizar a legislação para uma atividade que se consolidou como uma das maiores portas de entrada para o mercado de trabalho no Brasil.

Representando o Sintratel-SP, participaram do debate Marco Aurélio, presidente da entidade; Marcisio Moura, da Secretaria-Geral de Comunicação e Imprensa; e Roberto Pires, da Diretoria de Saúde.

Durante sua intervenção, Marco Aurélio destacou a dimensão social e econômica do setor. “O telemarketing emprega mais de um milhão de pessoas em todo o Brasil. É a porta de entrada para milhares de jovens no mercado de trabalho e é também o setor da diversidade. Mas é um setor com alto índice de adoecimento psicológico, o que não pode ser naturalizado. Por isso, é fundamental regulamentar a nossa profissão”, afirmou.

O dirigente defendeu que a saúde seja tratada como eixo central da futura legislação. “Nessa lei, precisamos incluir a questão da saúde como primordial. É preciso discutir as condições de trabalho, inclusive no teletrabalho, atualizando as regras para quem atua em casa. A questão do ar-condicionado, seja muito frio ou muito quente, impacta diretamente a saúde. As normas existem para corrigir isso, mas precisamos avançar na regulamentação com foco na proteção do trabalhador e da trabalhadora.”

Marco Aurélio também ressaltou a necessidade de enfrentar o debate econômico. “Não dá para os operadores e operadoras receberem apenas um salário mínimo. Precisamos discutir um piso nacional que valorize a categoria e reconheça a importância estratégica do setor.”

Outro ponto central foi o avanço tecnológico. Segundo ele, os trabalhadores não são contrários à inovação. “Somos fruto da tecnologia, não somos contra a tecnologia. Mas ela precisa estar a serviço do nosso setor, e não para substituir empregos. As pessoas querem falar com humanos. Precisamos discutir essas tecnologias de forma responsável, garantindo emprego, renda e qualidade no atendimento.”

A participação do Sintratel-SP no debate reforça o compromisso da entidade com a valorização profissional, a defesa da saúde e a construção de uma regulamentação que reconheça o papel estratégico do telemarketing e teleatendimento na economia brasileira.


Fonte:  Sintratel - 27/02/2026

 

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