As Centrais Sindicais brasileiras realizaram, nesta terça-feira (03), reunião com a Organização Internacional do Trabalho, antes da II Conferência Nacional do Trabalho. Assim, reforçaram compromisso com diálogo social.
Além disso, as lideranças sindicais reafirmaram a defesa de uma agenda nacional alinhada aos princípios do trabalho decente. Portanto, destacaram a necessidade de políticas públicas.
Participaram do encontro a diretora da OIT no Brasil, Ana Virgínia Moreira, e o diretor do Escritório da OIT, Vinícius Carvalho Pinheiro.
Também integrou a reunião a coordenadora da Área de Cooperação Sul-Sul da OIT no Brasil, Fernanda Barreto, fortalecendo a articulação internacional.
Propostas do movimento sindical
Durante o diálogo, as Centrais apresentaram prioridades estratégicas do movimento sindical. Em primeiro lugar, defenderam a redução da jornada sem redução salarial.
Em seguida, destacaram a igualdade salarial entre homens e mulheres. Além disso, cobraram a regulamentação e promoção do trabalho decente nas plataformas digitais.
Por fim, enfatizaram o combate ao trabalho infantil e a ampliação da formação e qualificação de dirigentes sindicais em todo o país.
Outra prioridade envolve a regulamentação do trabalho em plataformas digitais, com garantia de direitos, proteção previdenciária e condições dignas para trabalhadores.
Ao mesmo tempo, os representantes destacaram a necessidade de erradicar o trabalho infantil, fortalecendo políticas públicas integradas e ampliando mecanismos de fiscalização.
As entidades defenderam investimento permanente na formação e qualificação de dirigentes sindicais, consolidando capacidade técnica e política nas negociações coletivas.
II CNT
A partir desta terça-feira (3), a II Conferência Nacional do Trabalho vai promover um espaço de debate democrático e participativo que reunirá representantes dos trabalhadores, empregadores e governo.
O objetivo é estabelecer diretrizes para a promoção do trabalho decente no Brasil, fortalecendo o diálogo social e a construção coletiva de políticas públicas.
O encontro, que segue até quinta-feira (5), consolida-se como principal espaço institucional de diálogo social sobre o mundo do trabalho e fortalece negociações transparentes entre interesses distintos.
Nesse formato, representantes negociam diretamente, constroem consensos responsáveis e formulam propostas viáveis para orientar a política nacional de trabalho e renda.