A mobilização de professores tem se intensificado em diferentes regiões do Brasil. Em Mossoró, no Rio Grande do Norte, e no estado de Sergipe, educadores decretaram greve por tempo indeterminado. Já em São Paulo, o Sindicato dos Professores e Professoras do Estado de São Paulo (Apeoesp) anunciou uma paralisação da rede estadual prevista para 9 de abril.
Apesar de ocorrerem em contextos distintos, os movimentos têm reivindicações em comum, como a valorização da carreira, recomposição salarial e melhores condições de trabalho.
Mossoró
Educadores da rede municipal de Mossoró aprovaram, em assembleia realizada em 26 de fevereiro, uma contraproposta relacionada ao reajuste do Piso Nacional do Magistério para 2026. A reunião foi organizada pelo SINTE-RN.
A proposta será apresentada ao secretário municipal de Educação e prevê implantação do reajuste de 5,4% para professores ativos e aposentados a partir de março, além do pagamento de valores retroativos referentes a janeiro e fevereiro de 2025 e 2026.
Segundo a categoria, o pagamento do retroativo poderia ocorrer em quatro parcelas entre julho e outubro. Em reunião anterior, a gestão municipal havia sugerido a quitação em seis parcelas.
Durante a assembleia, os professores também discutiram pautas relacionadas às condições de trabalho, valorização profissional e pagamento de reajustes atrasados.
Sergipe
No estado de Sergipe, professores da rede estadual iniciaram greve por tempo indeterminado na segunda-feira (9 de março). A paralisação foi aprovada em assembleia organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese).
De acordo com o sindicato, a greve busca pressionar o governo estadual a retomar as negociações com a categoria.
Segundo o Sintese, o magistério sergipano acumula mais de 54% de perdas salariais ao longo dos últimos 14 anos, resultado de congelamento de gratificações, mudanças na carreira e ausência de reajustes considerados adequados.
Os professores afirmam que havia expectativa de avanços após reuniões realizadas em 2025 com o governo do estado e com o então secretário de Educação. No entanto, de acordo com o sindicato, as negociações foram encerradas sem acordo.
São Paulo
No estado de São Paulo, professores da rede estadual também intensificaram as mobilizações. A APEOESP anunciou nesta segunda-feira (9) a realização de greve geral da categoria nos dias 9 e 10 de abril.
Em nota, o sindicato afirmou que a decisão foi tomada após avaliação de medidas adotadas pelo governo do estado, liderado por Tarcísio de Freitas, que a entidade classifica como ataques à educação pública e aos profissionais da rede.
Segundo a organização, a paralisação busca dar uma “resposta contundente” ao que considera um processo de desmonte da educação pública e dos serviços públicos.
A entidade informou ainda que, no dia 9 de abril, representantes do sindicato estarão nas escolas para dialogar com professores, estudantes, pais e funcionários sobre a mobilização. Já no dia 10, está prevista a realização de uma nova assembleia estadual para avaliar a continuidade do movimento.