A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) participou, nesta quinta-feira (19), da abertura do XI Congresso Estadual do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação do Amapá (Sinsepeap). Realizado em Macapá (AP), o evento vai até o dia 21 de março de 2026, reunindo mais de 300 delegados e delegadas de todo o estado para discutir os rumos da educação pública e da organização sindical no próximo período.
A presidenta da CNTE, Fátima Silva, esteve presente na abertura do evento. “É uma alegria estar com quem defende a educação pública nesse pedaço do Brasil. Estar na CNTE é conviver com a nossa gente que defende a educação em todas as partes deste país”, afirmou. Durante sua apresentação, fez uma análise de conjuntura sobre a ascensão da extrema direita no mundo, seus impactos no Brasil, e a importância de combater essa ideologia que vem ameaçando os direitos das mulheres e os direitos humanos de forma geral.
Considerado o principal espaço de deliberação da categoria, o Congresso promove, ao longo de três dias de programação, intensos debates, conferências, grupos de trabalho e plenárias que definirão as diretrizes políticas e o Plano de Lutas dos profissionais da educação do Amapá.
A diretora da CNTE e presidenta do Sinsepeap, Kátia Cilene, declara que a realização deste congresso “é um orgulho e é resistência da luta em defesa da educação pública, gratuita e laica”.
Sobre o Congresso
Ao longo do evento, os participantes vão debater temas como a valorização dos trabalhadores da educação, com foco em salário, carreira e condições de trabalho; o financiamento da educação pública; a conjuntura nacional e estadual; além de pautas relacionadas à diversidade, inclusão e à realidade educacional na Amazônia, incluindo educação do campo, quilombola e indígena.
Outro destaque da programação é o espaço destinado à apresentação de trabalhos científicos, relatos de experiências e lançamento de livros produzidos por profissionais da educação, fortalecendo a produção intelectual da categoria e a troca de saberes entre os participantes.
Ao final do Congresso, será aprovado o Plano de Lutas que irá orientar as ações do sindicato nos próximos anos, além de resoluções que impactam diretamente a defesa da educação pública e a valorização dos profissionais da área no Amapá. O Sinsepeap destaca que o Congresso reafirma o compromisso da entidade com a democracia, a justiça social e a construção de uma educação pública de qualidade para todos e todas.