A Argentina de Javier Milei apresentou o resultado do desemprego no país no último trimestre de 2025, que registrou 7,5%, o maior patamar para um quarto trimestre desde 2020, durante a pandemia de Covid-19.
O Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos) indica que o aumento foi de 1,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O resultado é referente à pesquisa residencial permanente que avalia a situação em 31 das mais importantes aglomerações urbanas do país, que conta com 30 milhões de pessoas, de um total de cerca de 46,4 milhões de habitantes na Argentina.
Outro dado importante apresentado pelo Indec é a taxa de pessoas trabalhando na informalidade que conta com 5,8 milhões de pessoas trabalhando nessa condição, que também registrou aumento em relação ao último trimestre de 2024.
Uma das questões que levaram ao aumento do desemprego e da informalidade é a redução de vagas assalariadas no setor privado, como é comprovado por relatório do Cepa (Centro de Economia Política Argentina). A redução foi de 194.212 postos de trabalho no setor.
A qualidade do emprego tem se deteriorado nos últimos anos, caracterizando uma precarização do trabalho na Argentina.
Para economistas, o aumento do desemprego é consequência do programa econômico de Milei, que priorizou o aumento das importações e desproteger os fabricantes nacionais. As empresas, principalmente as pequenas e médias do setor têxtil, têm reclamado da concorrência desleal em relação aos produtos que chegam da China.
Em fevereiro, causou comoção o encerramento da empresa argentina Fate, fabricante de pneus com mais de 80 anos de atividade, que anunciou a demissão de 920 funcionários e o fechamento da planta industrial na cidade de Virreyes, em Buenos Aires.