A democracia operária e o amplo debate deram o tom do 6º Congresso da CSP-Conlutas, realizado entre 18 e 21 de abril, em São Paulo. O evento reuniu cerca de 1.400 pessoas do Brasil e de outros países no Clube Guapira e celebrou os 20 anos da central.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região participou do 6º Congresso com uma delegação de 80 representantes, entre delegados titulares e suplentes. A entidade teve destaque na apresentação e aprovação de resoluções, além da eleição de dirigentes para a Secretaria Executiva Nacional (SEN) da CSP-Conlutas.
Propostas do Bloco Classista Operário e Popular, do qual o Sindicato fez parte, foram aprovadas (saiba mais abaixo).
Participação metalúrgica
Na abertura do 6º Congresso, Weller Gonçalves, presidente do Sindicato, defendeu a mobilização direta da classe trabalhadora para acabar com a escala 6x1 e a pejotização e reduzir a jornada de trabalho.
Na defesa da resolução sobre organização e estrutura sindical, aprovada por ampla maioria na terça (21), Weller manteve o tom firme, evidenciando os impactos da precarização e da reforma trabalhista na realidade da classe trabalhadora e apontando a necessidade de enfrentar a ideologia neoliberal.
Resumo das resoluções aprovadas e assinadas pelo Sindicato
Conjuntura nacional e internacional:
- Reafirma a CSP-Conlutas como oposição de esquerda ao governo Lula, à Frente Ampla e à extrema-direita.
- Impulsiona um plano nacional de lutas pelo fim da escala 6x1 e de todas as formas de superexploração.
- Reforça a solidariedade internacionalista contra o imperialismo, especialmente a palestinos, ucranianos e venezuelanos.
Organização e estrutura sindical:
- Mantém o caráter sindical e popular, com perfil classista e internacionalista, e define que o financiamento das entidades sindicais deve ser decidido pelas categorias, em assembleias democráticas.
Mudanças estatutárias na CSP-Conlutas:
- Amplia de dois para três anos o intervalo entre congressos da CSP-Conlutas, para que haja mais tempo de preparação e mais qualidade, e estabelece regras para eleição e competências da SEN.
Balanço de atuação da CSP-Conlutas:
- Destaca a atuação positiva da central nos últimos três anos, com independência de classe, internacionalismo e organização da classe trabalhadora no Brasil e no exterior.
- Enfatiza o trabalho da central sob perspectiva de superação do capitalismo e construção de uma sociedade socialista.
- Evidencia o trabalho da CSP-Conlutas no campo e na cidade, com enfrentamento das opressões de negros, mulheres, jovens, povos originários, quilombolas, ribeirinhos, pequenos agricultores, LGBT+ e pessoas pobres.
Eleição da SEN
Dois nomes atuantes em nossa categoria foram eleitos para a SEN, na terça (21). Herbert Claros (Embraer) e Luiz Carlos Prates, o Mancha (GM), cumprirão mandato de três anos a partir de 1º de julho. Antônio Ferreira de Barros, o Macapá (GM), integrará o Conselho Fiscal.
“O Congresso teve um balanço muito positivo. Agora, vamos aplicar as resoluções nas ruas e nas fábricas. Já começamos esse trabalho em nossa categoria, com a convocação para o ato da CSP-Conlutas, no dia 1º de maio, na Avenida Paulista”, conclui Weller.