Notícia - CNTE defende fé na luta e combate à privatização do ensino no XII Congresso do CPERS

A presidenta da CNTE, Fátima Silva, participou do XII Congresso Estadual do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS). De 22 a 24 de maio, cerca de 1.500 trabalhadores e trabalhadoras em educação se reuniram em Novo Hamburgo para traçar as prioridades de luta sindical da região gaúcha.

“É realizando encontros que fortalecemos nossas utopias, nossa esperança, nossa fé na vida e nossa fé na luta. Que este congresso reafirme nossa solidariedade e unidade para vencer”, disse Fátima durante a mesa de abertura.

Com o tema “Exigir nossos direitos é ensinar democracia!”, o evento promoveu debates sobre Parcerias Público-Privadas (PPPs), defesa de direitos sociais e os desafios para garantir uma escola pública de qualidade. As deliberações do Congresso foram concretizadas em um documento que reafirma os compromissos assumidos pela categoria para o próximo período.

A presidenta do CPERS, Rosane Zan, afirmou que o sindicato seguirá mobilizado: “Estaremos nas ruas, dialogando com a sociedade gaúcha sobre a importância da defesa da escola pública e com a certeza de que, no próximo período, precisamos avançar nos nossos direitos e discutir qual é o projeto de educação pública que queremos para o Rio Grande do Sul. Educação não se privatiza, educação se investe”.

Educação e o cenário global

Para ampliar as discussões, Fátima conduziu, na segunda mesa do primeiro dia, uma análise da conjuntura nacional e internacional, além dos impactos do avanço do neoliberalismo sobre o ensino. 

 “A educação virou a bola da vez do mercado. E quando a educação vai para as mãos do mercado, ela não volta mais para as políticas públicas. Essa luta que estamos travando aqui não é isolada, ela é mundial. A defesa da escola pública e da valorização profissional é uma luta internacional”, ressaltou, ao mencionar a campanha global da Internacional da Educação por mais investimentos no setor.

Fátima também criticou a concentração do poder tecnológico nas mãos de grandes corporações internacionais e defendeu a soberania digital dos países. “Nós não somos contra a inteligência artificial, nem contra o uso das tecnologias. O que somos contra é que tudo isso esteja concentrado nas mãos de cinco empresas que controlam os dados, as plataformas e os rumos da educação. Precisamos discutir plataformas públicas, nacionais e de domínio público, porque a tecnologia não pode servir apenas ao lucro privado”, destacou.

A dirigente denunciou projetos que ampliam a terceirização e atacam o serviço público, além de reforçar a importância da disputa política e eleitoral. “Hoje, muitas decisões fundamentais não estão mais no Executivo, estão no Congresso Nacional. Quando os projetos interessam ao mercado, tudo anda rapidamente. Mas quando é para garantir direitos do povo trabalhador, eles sentam em cima e travam os debates. Por isso, nosso principal desafio também passa pelas eleições. Precisamos eleger representantes comprometidos com a educação pública, com os direitos da classe trabalhadora e com um projeto de sociedade que enfrente o avanço da extrema direita”, concluiu.

Programação

A Carta do XII Congresso Estadual do CPERS/Sindicato foi consolidada após três dias de intensa construção política. Fizeram parte da programação discussões estratégicas sobre os rumos da luta em defesa da educação pública, estudo da conjuntura política e organização sindical, além de apresentações culturais e votação de pautas de reivindicações e reforma estatutária.

Leia aqui a resolução do encontro.

 

 

 


Fonte:  CNTE com informação do CPERS / Foto: CPERS/RS - 26/05/2026

 

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