Soberania, democracia e geração de empregos. Foi com esse tripé que os Metalúrgicos do ABC marcaram presença, no último dia 8, na abertura da II Conferência Nacional Política Externa e Inserção Internacional do Brasil, realizada na UFABC (Universidade Federal do ABC), em São Bernardo. O encontro transformou a instituição em um polo de debates, reunindo pesquisadores, especialistas, governo federal e lideranças sindicais para discutir desafios e oportunidades do país em um cenário global cada vez mais complexo.
Durante o evento, o secretário-geral do Sindicato, Claudionor Vieira, destacou a importância da política externa do Brasil em um momento decisivo, marcado por disputas hegemônicas, crises do imperialismo e guerras.
“O Brasil é um dos maiores países em extensão territorial, população e também a oitava maior economia do mundo. Por isso, tem um papel importante e precisa atuar de forma soberana e responsável diante dos desafios internacionais”, afirmou.
Claudionor lembrou que a tradição diplomática brasileira é historicamente reconhecida pela defesa da paz e pela mediação de conflitos. Segundo ele, a diplomacia do país é marcada pela maturidade, responsabilidade e credibilidade internacional. “É essa credibilidade, aliada à liderança do presidente Lula, que permite ao Brasil dialogar com diferentes parceiros e atuar como fator de estabilidade no cenário internacional”, destacou.
Soberania e desenvolvimento nacional
O secretário-geral colocou a soberania nacional e a autodeterminação dos povos como pontos inegociáveis. “As decisões sobre os rumos do país devem ser tomadas pelos brasileiros, brasileiras e por suas instituições democráticas, sem interferências externas”, destacou.
Mas como isso se reflete no dia a dia? Claudionor conectou o cenário global à mesa do trabalhador, defendendo uma política industrial forte, capaz de acelerar a reindustrialização, elevar o nível tecnológico do país e gerar empregos de qualidade. Ele pontuou que os grandes desafios atuais, como a transição energética e a crise climática, não podem ignorar o desenvolvimento econômico e a proteção social de quem trabalha.
A integração da América Latina também foi defendida como peça-chave, com o Brasil liderando iniciativas de cooperação regional e desenvolvimento compartilhado.
Ao encerrar, o dirigente celebrou a iniciativa da UFABC e reforçou que os rumos da diplomacia também dizem respeito à classe trabalhadora. “Não existe país verdadeiramente soberano sem democracia. Por isso, é fundamental que trabalhadores e trabalhadoras participem da construção de um projeto nacional comprometido com o desenvolvimento, a justiça social e a defesa dos interesses da classe trabalhadora brasileira”, concluiu.