Notícia - Sindicatos são alvo de golpe que usa nome do Ministério Público do Trabalho para pedir dinheiro

Entidades sindicais devem redobrar a atenção diante de uma nova tentativa de fraude que utiliza indevidamente o nome do Ministério Público do Trabalho (MPT) e de integrantes da instituição. O órgão identificou ações criminosas direcionadas a sindicatos e dirigentes, com o objetivo de obter transferências bancárias através de informações falsas.

De acordo com o comunicado, os golpistas se apresentam como representantes do MPT e criam uma narrativa sobre supostos resgates de trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. A estratégia busca sensibilizar dirigentes sindicais e induzi-los a realizar pagamentos sob a justificativa de auxiliar trabalhadores em situação de vulnerabilidade.

Como funciona o golpe

O esquema costuma começar com uma ligação ou mensagem informando que um grupo de trabalhadores pertencentes à categoria representada pelo sindicato teria sido resgatado de uma situação análoga. Na sequência, a entidade é avisada de que receberá contato de um suposto procurador ou procuradora do Trabalho para tratar do caso.

Posteriormente, outra pessoa entra em contato se passando por integrante do MPT e afirma que há necessidade de apoio financeiro para custear despesas relacionadas ao deslocamento e à alimentação dos trabalhadores até suas cidades de origem. Durante a conversa, são fornecidos dados bancários para que a entidade realize um depósito.

Para aumentar a credibilidade da fraude, uma terceira pessoa pode entrar em contato alegando ser familiar de um dos trabalhadores envolvidos. O objetivo é reforçar a urgência da situação e pressionar o sindicato a efetuar o pagamento solicitado.

Após a transferência dos recursos, os criminosos interrompem qualquer comunicação, deixando evidente a fraude.

MPT esclarece que não solicita pagamentos

O Ministério Público do Trabalho reforça que não solicita depósitos, transferências financeiras ou qualquer tipo de contribuição para custear operações, fiscalizações, forças-tarefas ou outras atividades institucionais.

A instituição destaca que suas comunicações oficiais são realizadas por meio de endereços eletrônicos com domínio “@mpt.mp.br” e, em algumas situações, por telefone institucional.

Como os sindicatos devem agir

A orientação é que dirigentes sindicais desconfiem de qualquer pedido de repasse financeiro realizado em nome do MPT, mesmo quando a abordagem apresentar informações aparentemente detalhadas ou envolva situações de forte apelo emocional.

Sempre que houver dúvidas sobre a autenticidade de contatos recebidos, a recomendação é buscar confirmação com a assessoria da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), representada por Ernesto Pereira e Vitor Imafuku, antes de realizar qualquer procedimento ou transferência de valores. A verificação dos fatos também pode ser realizada diretamente junto ao Ministério Público do Trabalho.

Canais oficiais do MPT

Os sindicatos que receberem comunicações suspeitas podem denunciar a situação às unidades do MPT em São Paulo:

• Sede São Paulo: (11) 3166-3000
• PTM São Bernardo do Campo: (11) 3650-8400
• PTM Barueri: (11) 3720-8000
• PTM Santos: (13) 3131-6500
• PTM Mogi das Cruzes: (11) 4724-7226 / (11) 3650-7700
• PTM Guarulhos: (11) 3650-7000

 

 

 


Fonte:  CSB Com informações de MPT / Foto: Reprodução/Magnific - 18/06/2026

 

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