Metalúrgicos da Embraer, General Motors e Avibras participaram, nesta terça-feira (30), do Dia Nacional de Luta pelo fim da escala 6x1. Nas três fábricas, os trabalhadores também aprovaram a pauta da Campanha Salarial 2026, com reivindicação de 11% de reajuste salarial, redução da jornada e fim da pejotização.
O dia de mobilização foi organizado por centrais sindicais para pressionar o Senado a aprovar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que institui a escala 5x2 e a jornada de 40 horas semanais, sem redução de salário. Na GM e Avibras, os metalúrgicos pararam por cerca de uma hora.
A inclusão do fim da escala 6x1 na pauta da Campanha Salarial dos metalúrgicos é uma forma de intensificar a luta pela redução da jornada nas fábricas em que os trabalhadores cumprem mais que 40 horas semanais.
As indústrias metalúrgicas de São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Igaratá e Santa Branca somam cerca de 32 mil trabalhadores. Embora a escala 5x2 já seja realidade na maioria delas, a jornada de 40 horas ainda faz parte da minoria.
Na Embraer, maior metalúrgica da região, a jornada é de 42 horas semanais. Somente em São José dos Campos, a empresa conta com 11 mil trabalhadores. A redução para 40 horas é uma antiga reivindicação dos metalúrgicos da fábrica, mas sempre foi rejeitada pela empresa.
A fabricante de aviões também traz um histórico de desrespeito aos trabalhadores. Desde 2018, não assina convenção coletiva de trabalho – o que compromete os direitos dos funcionários.
Na Avibras, a jornada é de 44 horas; na GM, é de 40, mas como resultado de muita luta.
Greve geral
As mobilizações pela redução da jornada ainda não terminaram. O próximo passo é a organização de uma greve geral, em que trabalhadores de todas as categorias cruzem os braços.
“O fim da escala 6x1 e das 44 horas semanais tem de ser uma exigência de toda a classe trabalhadora. Não podemos aceitar que o Congresso Nacional imponha esse sistema de exploração, em que os trabalhadores não têm tempo suficiente para o descanso. Vamos, juntos, pressionar senadores e patrões”, afirma o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.