As centrais sindicais brasileiras, entre elas a CSP-Conlutas, lançaram uma campanha nacional de solidariedade para arrecadar recursos e donativos destinados às vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela desde o dia 24 de junho. A iniciativa convoca sindicatos, federações, confederações, movimentos populares e trabalhadores de todo o país a organizar ações de apoio humanitário diante da tragédia que já deixou milhares de mortos, feridos e desaparecidos.
Diante da dimensão da catástrofe, as centrais sindicais destacam que cada contribuição pode ajudar a salvar vidas e amenizar o sofrimento das milhares de famílias atingidas. O objetivo da campanha é reunir recursos financeiros e materiais para atender as necessidades emergenciais das famílias afetadas.
A orientação é fortalecer as campanhas de arrecadação nos locais de trabalho, bairros, escolas, universidades e comunidades, ampliando a rede de solidariedade em apoio ao povo venezuelano.
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Como contribuir
A CSP-Conlutas está organizando um fundo financeiro que será destinado às vítimas dos terremotos. As doações podem ser feitas por meio da seguinte chave PIX de email: [email protected]
Também é possível contribuir por depósito bancário:
Banco do Brasil (001)
Agência: 0303-4
Conta Corrente: 45.567-9
Titular: Central Sindical e Popular Conlutas
CNPJ: 07.887.926/0013-23
Além das contribuições financeiras, a Central orienta que sindicatos e organizações promovam campanhas locais de arrecadação de materiais essenciais. Entre os itens solicitados estão:
• alimentos não perecíveis e água potável;
• medicamentos e kits de primeiros socorros;
• materiais de higiene;
• fraldas e artigos para bebês;
• roupas, cobertores, colchões, barracas e lonas;
• lanternas, pilhas e carregadores portáteis;
• ração e medicamentos para cães e gatos.
Os trabalhadores interessados em colaborar devem procurar sindicatos de suas categorias e organizações populares de suas regiões para verificar pontos de coleta e formas de participação na campanha.
Tragédia já soma quase 2 mil mortos
O mais recente balanço divulgado pelo governo venezuelano aponta que o número de mortos chegou a 1.943 pessoas. Os feridos já somam 10.571, enquanto 6.461 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros.
A situação segue crítica. Estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas. As equipes de resgate permanecem mobilizadas em diversas regiões atingidas, especialmente em La Guaira, uma das áreas mais devastadas pelos terremotos.
Os dois fortes tremores que atingiram a região norte da Venezuela na noite de 24 de junho provocaram a destruição de prédios, residências e infraestrutura urbana.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o sistema de saúde da Venezuela está em colapso. Pelo menos três hospitais sofreram danos graves e seis ficaram parcialmente danificados dentre 21 que foram avaliados. Há vários profissionais de saúde, inclusive, entre os desaparecidos. Autoridades de saúde também alertam para o aumento da circulação de doenças, como sarampo, dengue, febre amarela e malária.
Solidariedade e defesa da soberania venezuelana
Ao reforçar o chamado à campanha, a CSP-Conlutas defende que além das campanhas junto à população, é dever dos governos garantir toda ajuda humanitária de forma imediata e sem qualquer condicionante política ou interesse econômico.
Vale destacar que a situação diante destes terremotos é agravada por uma profunda crise social e política. A Venezuela convive com os efeitos das sanções impostas pelos Estados Unidos que, no início deste ano, invadiram o país, sequestraram o presidente Nicolás Maduro e seguem impondo uma ingerência imperialista, com o colaboracionismo da presidente interina Delcy Rodrigues.
A combinação entre deterioração das condições de vida, infraestrutura precária e ingerência imperialista torna ainda mais difícil a resposta a desastres de grande magnitude como os que ocorreram nos últimos dias. Portanto, para nossa Central é fundamental uma ampla campanha internacional de solidariedade, mas também a continuidade da defesa da soberania do povo venezuelano. O imperialismo ianque, que só suga as riquezas de outros países, deve ser retirado da Venezuela.