A onda de reestruturação do capital e a ganância das grandes corporações transnacionais estão se deparando com forte resistência dos trabalhadores. Da Europa à Ásia, operários metalúrgicos estão cruzando os braços e enfrentando a repressão do Estado burguês para defender seus empregos, salários e direitos.
A CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular) e sua Secretaria Nacional de Metalúrgicos manifestam seu total e irrestrito apoio às lutas que ocorrem na indústria automotiva europeia e preparam uma Greve Geral na Coreia do Sul. Como defendemos historicamente: nenhuma luta deve ficar sozinha!
Europa: Resistência operária contra demissões em massa e repressão policial
Na Europa, os trabalhadores da Volkswagen, Audi, Mercedes, MAN, Porsche e de toda a cadeia automotiva enfrentam planos brutais de fechamento de fábricas e demissões em massa. As empresas tentam descarregar a crise do capitalismo e os custos da transição industrial nas costas de quem de fato produz a riqueza, destruindo plantas históricas para blindar os superlucros dos acionistas.
Para garantir a exploração, os governos europeus mostram sua verdadeira face autoritária. Na Alemanha, a polícia do Estado burguês chegou ao absurdo de prender trabalhadores que panfletavam pacificamente um jornal operário em frente à fábrica da Audi, em Ingolstadt. Um ataque inaceitável às liberdades democráticas e sindicais mais básicas!
Frente a essa ofensiva, os metalúrgicos da CSP-Conlutas somam-se aos companheiros europeus e exigem:
Nenhum corte de emprego: Cancelamento imediato de todas as demissões.
Nenhuma fábrica fechada: Defesa integral dos postos de trabalho e estatização sob controle operário das plantas ameaçadas.
Fim da repressão estatal: Liberdade imediata e retirada dos processos contra os ativistas presos.
Redução da jornada de trabalho sem redução salarial: Para que todos trabalhem e tenham emprego digno.
Acesse a moção de apoio da CSP-Conlutas à mobilização na Europa
Coreia do Sul: 180 mil metalúrgicos podem cruzar os braços em Greve Geral em 15 de julho
Do outro lado do globo, a mobilização operária não é menor. No dia 15 de julho de 2026, cerca de 180.000 trabalhadores e trabalhadoras do Korean Metal Workers Union (KMWU) pretendem realizar uma Greve Geral.
Os metalúrgicos coreanos enfrentam o boicote dos grandes conglomerados econômicos, que se recusam a cumprir a legislação aprovada em agosto de 2025 que obriga as contratantes principais a negociarem diretamente com os trabalhadores. Até o momento, 73 bases sindicais exigiram negociação com 23 grandes empresas, e a resposta patronal foi o silêncio e o ataque à organização sindical.
A Greve Geral coreana levanta três eixos centrais que dialogam com os trabalhadores de todo o mundo:
Direito à negociação com as contratantes principais: Chega de precarização e terceirização; a responsabilidade é de quem controla o topo da cadeia produtiva.
Proteção do emprego frente à Inteligência Artificial (IA) e automação: Quem deve decidir sobre a entrada da tecnologia na fábrica é o trabalhador, e não o capital para gerar mais desemprego.
Negociação por ramo/setor: Pela valorização real do salário mínimo da categoria e pelo fim da desigualdade salarial.
Acesse a moção de apoio da CSP-Conlutas à mobilização na Coreia do Sul.
A nossa resposta precisa ser global: Trabalhadores do mundo, uni-vos!
A mesma receita de exploração, reestruturação e retirada de direitos aplicada pela Volkswagen ou pela Mercedes na Europa é repetida contra a classe trabalhadora na Coreia do Sul, na América Latina e no Brasil. O capital não tem fronteiras, e a nossa resposta também não pode ter. A dor de um operário em Wolfsburg ou em Seul é a mesma dor de um trabalhador metalúrgico brasileiro.
"Não aceitaremos que os patrões nos dividam por nacionalidades ou nos coloquem em concorrência uns contra os outros. A unidade da classe trabalhadora é internacional", afirma o dirigente metalúrgico Luiz Calors Prates, o Mancha, da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas.
A CSP-Conlutas exige a negociação imediata dos governos e patrões com os sindicatos legítimos, o respeito irrestrito ao direito de greve e a garantia de emprego.
Todo apoio à Greve Geral de 15 de julho na Coreia!
Todo apoio às greves e ocupações na Europa!
Viva a luta internacional da classe trabalhadora!