Notícia - Após greve de 16 dias, trabalhadores/as da Replan conquistam vitória histórica

Os trabalhadores e trabalhadoras dos setores de montagem e manutenção da Replan, em Paulínia (SP), conquistaram uma vitória considerada histórica ao fechar um dos melhores acordos entre as refinarias da Petrobras do país após uma greve de 16 dias que resistiu à truculência e ameaças das empresas terceirizadas pela Petrobras.

A mobilização, liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campinas e Região (Sinticom), que teve início em meados de junho e foi encerrada no dia 1º de julho, garantiu avanços importantes nos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Confira abaixo os principais pontos\;

  • Reajuste salarial: 7% retroativo a 1º de maio
  • PLR: reajuste de 7,14% - R$ 7.500,00
  • Cesta natalina: reajuste de 6,5%
  • Café da manhã: reajuste de 10%, retroativo a 1º de maio
  • Vale-alimentação: reajuste de 8%, retroativo a 1º de maio
  • Abono de 50% dos dias de greve e compensação dos outros 50%

“Essa vitória é fruto da união e mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras da Replan, que, mesmo diante das ameaças, do terror e da tentativa de intimidação por parte das empresas, não desistiram da luta por seus direitos. Tudo isso só reafirma que a organização coletiva é a única ferramenta capaz de equilibrar a balança em favor dos trabalhadores”, disse Jucelino Jr, diretor do Sinticom-Campinas.

A Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira da CUT (Conticom) se juntou às entidades sindicais, movimentos sociais e parlamentares no apoio a essa mobilização.

 Tiros e agressões

Durante a greve, sindicalistas e trabalhadores/as viveram momentos de extrema gravidade diante da violência praticada por homens armados e encapuzados, supostamente contratados pelas empresas terceirizadas.

Esse cenário de violência atingiu um nível alarmante no último dia 26/6, quando diversos trabalhadores foram alvos de agressões físicas por esses homens. Além de quebrarem os carros, também deram tiros para o alto e ameaçaram os grevistas de morte.

Três dias depois (29/6), os trabalhadores/as realizaram um grande ato ocupando a Rodovia SP-332 (Zeferino Vaz), no sentido Paulínia, para protestar e denunciar as agressões praticadas na portaria da maior refinaria da Petrobras, responsável pelo abastecimento de mais de 30% do território brasileiro.

 

 


Fonte:  Redação CONTICOM / Foto: Divulgação/FUP - 14/07/2026

 

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