Iniciativa realizada na última sexta-feira, 7 de agosto, no Centro de Formação do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo), reunindo representantes de centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais, entidades estudantis e organizações populares consolidaram o lançamento da Frente em Defesa da Educação, dos Serviços Públicos e contra as Privatizações e Terceirizações.
Com o propósito de discutir, debater e organizar uma ampla jornada de mobilização contra a agenda privatista promovida pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes, o encontro deliberou pela realização de um ato na capital paulista no próximo dia 28 de agosto (informações abaixo).
Essa mobilização não é apenas uma reação corporativa ou isolada de uma categoria profissional. O que está em jogo é o direito de toda a população — sobretudo das parcelas mais vulneráveis — ao acesso à educação pública de qualidade, à saúde, ao transporte e aos serviços essenciais prestados pelo Estado.
Tanto na esfera estadual quanto na municipal, observa-se uma convergência de projetos que priorizam a entrega de patrimônios públicos e serviços estratégicos à lógica do lucro privado.
De um lado a gestão do governador Tarcísio de Freitas tem imprimido uma agenda agressiva de privatizações e concessões. O avanço do modelo de Gestão Democrática via parcerias público-privadas (PPPs) em escolas públicas estaduais, aliado à entrega de empresas públicas fundamentais como a Sabesp e às constantes ameaças de cortes de verbas na área social, desenham um cenário de esvaziamento das atribuições do Estado e precarização do atendimento à população.
Do outro, o prefeito da cidade de São Paulo Ricardo Nunes segue a mesma cartilha. A crescente terceirização da educação infantil e de serviços essenciais na saúde e assistência social, avanço da transferência de atividades para empresas terceirizadas e organizações privadas combinada com a falta de valorização dos servidores públicos e a precarização das condições de trabalho nas unidades municipais, compromete diretamente a qualidade do ensino e do atendimento oferecido aos cidadãos paulistanos.
A construção dessa Frente em Defesa da Educação e dos Serviços Públicos exige mais do que nunca, a presença nas ruas, o debate nas comunidades, nas praças e nos locais de trabalho, mostrando que a defesa do serviço público é a defesa da própria democracia e da dignidade da população.
Ato em frente ao Masp: Como encaminhamento prático e pontapé inicial dessa jornada de lutas e de mobilização, ficou definida a realização de um ato no dia 28 de agosto, às 14 horas, em frente ao Masp, na Avenida Paulista.
*Novas reuniões organizatórias serão agendadas pela Frente para alinhar os detalhes da mobilização.
**Entidades e movimentos que ainda não aderiram a iniciativa estão convidados e podem fazer sua adesão: [email protected]
Até o momento, o manifesto conta com a assinatura de 25 importantes organizações, entre as quais se destacam: CUT, CTB, Intersindical, CSP-Conlutas, CNTE, Sinpeem, Sinesp, Sedin, Apeoesp, Sinteps, Sintaema, Udemo, Sindicato dos Metroviários de SP, SindSaúde, Sindema, Sindsep, Sinpro-SP, Conan, Marcha Mundial das Mulheres, MAB, UJS, UEE-SP, UBM, Umes e Unegro.