A mobilização da Campanha Salarial 2026 segue em ritmo acelerado na base e entra em fase decisiva. Entre terça (18) e quarta-feira (19), mais seis fábricas aprovaram a disposição para a luta. Com a data-base fixada em 1º de setembro, a categoria exige a reposição integral do INPC — que acumula 4,32% nos últimos 11 meses —, aumento real e renovação das cláusulas sociais.
Toda a categoria está convocada para participar da Assembleia Geral nesta quinta-feira (27), às 18h, na Regional Diadema (Av. Encarnação, 290, Piraporinha). Sua presença é fundamental!
O presidente do Sindicato, Wellington Damasceno, alertou sobre as táticas patronais e reforçou que a resistência das empresas exige organização. “Estamos negociando com vários grupos, como autopeças e máquinas. As empresas alegam dificuldades externas, citando tarifas e concorrência para negar avanços. Se não houver proposta, haverá aviso de greve e paralisações. A companheirada trabalha duro e o esforço precisa ser valorizado com ganho real”.
Antônio Claudiano da Silva, o Da Lua, coordenador da Regional Diadema, cobrou agilidade nas mesas de negociação diante dos números favoráveis da economia. “As bancadas precisam parar de enrolação. Temos crescimento econômico, alta na produtividade e o setor automotivo aquecido. O recado das assembleias precisa ecoar nos patronais. Os trabalhadores estão preparados para a luta necessária para garantir a renovação das Convenções Coletivas e um reajuste digno”.
Na pressão
Coordenador de São Bernardo, Jonas Brito ressaltou que a pressão na base é a única linguagem que os empresários entendem. “Iniciamos assembleias de mobilização porque a proposta do patronal até agora é zero. Se não tiver proposta até a assembleia, vamos parar a produção. A pauta da Campanha Salarial foi entregue pela FEM-CUT/SP [Federação Estadual dos Metalúrgicos] ainda em abril e, até agora, não tivemos avanços. Intensificar essa pressão até o fim do mês é vital para forçar uma resposta”, explicou.
Já Marcos Paulo Lourenço, o Marquinhos, diretor executivo do Sindicato, lembrou a importância da união em nível estadual e da salvaguarda dos direitos negociados. “A Convenção Coletiva não é permanente; após o fim da ultratividade, precisa ser renovada anualmente, senão a categoria perde garantias históricas a partir de 1º de setembro. Nada vem de graça. A FEM negocia em conjunto para proteger todos os 13 sindicatos filiados”, pontuou.
A diretoria reforça que, caso os grupos patronais não apresentem uma proposta significativa até a Assembleia Geral, vai haver paralisação das atividades na base. O recado está dado.