As trabalhadoras e os trabalhadores do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) iniciam nesta quarta-feira, 26 de agosto, a primeira greve da história da autarquia. A paralisação foi aprovada em assembleia da categoria realizada no último dia 20, diante da falta de avanços nas negociações e da ausência de respostas a reivindicações consideradas fundamentais.
Segundo o Sinsexpro (Sindicato das Trabalhadoras e dos Trabalhadores das Autarquias de Fiscalização do Exercício Profissional do Estado de SP), a greve é resultado de um longo processo de negociação. A entidade afirma que buscou até o último momento uma solução por meio do diálogo, mas a ausência de avanços levou a categoria a intensificar a mobilização.
PCCS está entre as principais reivindicações
Um dos principais pontos do movimento é a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), reivindicação histórica das trabalhadoras e dos trabalhadores do CROSP e que integra os acordos coletivos desde 2015.
A categoria também reivindica avanços em outros pontos da negociação coletiva. De uma pauta originalmente composta por cerca de 70 reivindicações, apenas uma pequena parcela teve algum atendimento, enquanto questões consideradas prioritárias permaneceram sem solução.
O Sinsexpro ressalta que a greve não se restringe à questão salarial. Entre os temas centrais estão a valorização profissional, a construção de uma política efetiva de carreira, as condições de trabalho e o cumprimento de compromissos assumidos com os empregados.
Paralisação começa nesta quarta-feira
A greve começa na manhã de quarta-feira (26) e foi aprovada inicialmente por tempo indeterminado. Durante a paralisação, a categoria realizará assembleias para avaliar o andamento do movimento, eventuais negociações com o Conselho e os próximos passos.
Na capital, trabalhadoras e trabalhadores deverão participar presencialmente da mobilização na Avenida Paulista, 688, sede do CROSP. Empregados que atuam em outras localidades também participarão das atividades organizadas pelo Sindicato.
O Sinsexpro afirma que permanece aberto à negociação e defende que ainda é possível construir uma solução para o impasse.
“Ninguém faz greve porque deseja parar. A categoria chegou a essa decisão depois de um longo período de reivindicações e tentativas de negociação. Ainda há tempo para o CROSP apresentar respostas e construir uma solução que valorize quem faz o Conselho funcionar todos os dias”, afirma o Sinsexpro.
A paralisação não é direcionada contra cirurgiãs-dentistas, cirurgiões-dentistas ou a população. Para o Sindicato, valorizar os trabalhadores também significa fortalecer o próprio CROSP e melhorar as condições para a prestação dos serviços à categoria profissional e à sociedade.