Notícia - Químicos de Vinhedo retornam à CUT e reforçam unidade da classe trabalhadora

Depois de 21 anos, o Sindicato dos Trabalhadores Químicos, Farmacêuticos, Abrasivos e Plásticos de Vinhedo está de volta à Central Única dos Trabalhadores (CUT). A filiação foi aprovada pela categoria e oficializada na última sexta-feira, 21 de agosto, em um movimento que reforça a unidade e a organização dos trabalhadores do ramo químico.

Fundado em janeiro de 1964, o Sindicato completa 62 anos de história em 2026. A entidade manteve, mesmo durante o período fora da CUT, sua participação nas mobilizações da classe trabalhadora convocadas pela Central e a relação com a FETQUIM-CUT, da qual é um dos sindicatos fundadores.

Para o presidente da CUT-SP, Raimundo Suzart, que também é químico, o retorno representa uma importante vitória para a organização sindical cutista. “É uma alegria muito grande receber novamente o Sindicato dos Químicos de Vinhedo na CUT. Como químico e dirigente sindical, sei da importância de fortalecer a organização dos trabalhadores e trabalhadores do ramo. Essa filiação reafirma que a unidade é o caminho para enfrentar os ataques aos direitos e avançar nas conquistas. A CUT-SP está de portas abertas e pronta para construir essa caminhada junto com o Sindicato”, afirma.

A assembleia de filiação contou com a presença de diversas lideranças sindicais da região, como o coordenador da Subsede da CUT-SP de Campinas e Região, Jucelino Junior, o secretário de Mobilização da CUT-SP, Oswaldo Bezerra, o Pipoka, o presidente da CNQ-CUT, Geralcino Teixeira, Valmir, Walmir de Moraes, representando a FETQUIM-CUT, entre outros.

Dirigente do Sindicato em Vinhedo, Thiago Henrique destaca que o retorno à Central amplia a capacidade de organização da entidade e fortalece a construção coletiva. “Voltar à CUT, depois de 21 anos, é reafirmar que acreditamos na unidade da classe trabalhadora. É fortalecer nosso Sindicato para defender direitos, conquistar avanços e caminhar ao lado de outras entidades nas lutas dos trabalhadores e das trabalhadoras”, conta.

A nova direção do Sindicato, eleita para o mandato de 2026 a 2029, é composta por 18 dirigentes. Pela primeira vez, mulheres também integram a direção, ampliando a representatividade sindical.

O retorno à CUT fortalece a presença da Central no ramo químico e abre caminho para ampliar a articulação entre sindicatos, categorias e movimentos em defesa dos direitos da classe trabalhadora, que neste momento tem, entre as lutas, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução salarial, o fim da escala 6x1 e a defesa da soberania brasileira.

 


Fonte:   Rafael Silva - CUT São Paulo / Foto: William Mendes/CUT-SP - 26/08/2026

 

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