Notícia - CNM/CUT fortalece rede latino-americana pela Palestina

A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) participou na segunda-feira (24) do lançamento da Rede Latino-Americana para a Palestina, na sede do Sindicato Mexicano de Eletricistas, na Cidade do México. A iniciativa já reúne mais de 300 organizações da região em articulação.

Maicon Michel, vice-presidente da IndustriALL Global Union para a América Latina e Caribe, e secretário de Relações Internacionais da CNM/CUT integrou essa atividade sobre ações coordenadas de solidariedade ao povo palestino. A articulação envolve sindicatos e os movimentos sociais da América Latina e Caribe.

“A ideia foi juntar esforços para ganharmos mais força não apenas na denúncia do genocídio que ocorre na Palestina, mas também na construção de medidas concretas em toda a América Latina”, explicou Maicon.

Entre as iniciativas debatidas estão o boicote, o desinvestimento e a defesa de sanções contra empresas apontadas como cúmplices da invasão israelense e das violações dos direitos humanos. As medidas integram a plataforma internacional do movimento global BDS.

“Queremos que a Rede Latino-Americana se aproxime do BDS, faça parte dessa articulação e desenvolva ações em seus países e instituições, tanto no campo da denúncia quanto na aplicação de sua plataforma”, afirmou o secretário da CNM/CUT.

Maicon lembrou que a CNM/CUT aprovou, em congresso realizado há dois anos, sua adesão ao BDS e assumiu o compromisso de ser uma entidade livre de apartheid. A decisão orienta a atuação internacional da Confederação em solidariedade ativa à Palestina livre.

“Desde que assumimos a vice-presidência regional da América Latina e do Caribe na IndustriALL Global Union, já temos ampliado o debate com as entidades filiadas e fortalecido a mobilização sindical em defesa do povo palestino”, ressaltou.

Vigilância preocupa

O dirigente também alertou para a presença local de empresas israelenses de segurança e vigilância na América Latina. Segundo ele, tecnologias israelenses de reconhecimento facial podem ser utilizadas contra sindicatos, movimentos sociais e forças progressistas.

“Nossa preocupação é com a entrada desses mecanismos na região e com os riscos que podem representar para os movimentos sociais, os sindicatos, os partidos de esquerda e outros atores progressistas”, observou Maicon ao defender uma reação articulada.

Ao participar do lançamento, a CNM/CUT reafirmou sua atuação internacionalista e seu compromisso com os direitos humanos. “A Rede Latino-Americana para a Palestina pretende transformar a solidariedade em iniciativas permanentes nos sindicatos, locais de trabalho e demais instituições”, finalizou Maicon.


Fonte:  Cadu Bazilevski | Editado por: Érica Aragão - CNM/CUT - 27/08/2026

 

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