O Sindicato participa, nesta quinta-feira (3), da Campanha Nacional contra a Violência e o Feminicídio, organizada pelo Movimento Mulheres em Luta (MML), filiado à CSP-Conlutas. Na região, o dia começou com atos na Rosenberger Domex, em Caçapava, e na Delta Life, em São José dos Campos.
Durante assembleia na Delta Life, as trabalhadoras aprovaram a realização da campanha. Pela manhã, também está sendo realizada uma panfletagem no calçadão, no centro de São José.
A campanha tem como slogan “Ela tinha uma vida. Foi interrompida” e leva à população informações e discussões sobre a violência contra a mulher e os feminicídios cometidos diariamente em todo o país. Em todo o país, estão sendo realizadas panfletagens em portas de fábricas, rodas de conversa, faixaços, intervenções em locais de grande circulação e manifestações.
A iniciativa busca fortalecer a organização das mulheres e levar às ruas a indignação diante da violência. A proposta é transformar esse sentimento em ação coletiva contra o machismo e todas as formas de opressão.
Estatísticas
Nos primeiros sete meses de 2026, o Brasil registrou 848 casos de feminicídio, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Em 2025, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio no país, de acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O número representa um aumento de 4% em relação ao ano anterior (1.504). Seis em cada dez vítimas foram mortas dentro de casa, e 96% dos criminosos tinham algum tipo de vínculo com elas.
Também em 2025, 44,4% de todas as mulheres assassinadas no Brasil foram vítimas de crimes motivados por razões de gênero. Esse foi o maior percentual desde 2015, quando o feminicídio passou a integrar o Código Penal.
“‘Ela tinha uma vida. Foi interrompida’ é um chamado para olhar além das estatísticas. A violência contra as mulheres está no cotidiano e começa desde a infância, em situações muitas vezes naturalizadas ou invisibilizadas. O MML também chama a atenção para a violência que atinge de forma ainda mais brutal as mulheres negras, além dos casos de lesbocídio e transfeminicídio”, explica a diretora do Sindicato Fatima Silva.
O Movimento Mulheres em Luta atua desde abril de 2008 na organização e mobilização contra a violência, o machismo e a exploração das mulheres.