A luta pelo fim da escala 6×1 avançou no Senado, mas ainda não terminou. A aprovação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi uma importante vitória dos trabalhadores e abriu caminho para que a redução da jornada avance. Agora, diante do adiamento da votação no Plenário, a FEM-CUT/SP reforça a mobilização e convoca os sindicatos e a categoria a ampliarem a pressão pela votação da proposta.
O texto estabelece a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução de salários, e garante dois dias de descanso por semana. Para que a mudança se torne realidade, a proposta ainda precisa ser aprovada em dois turnos pelo Plenário do Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis. Por isso, a pressão não pode diminuir: é preciso cobrar dos senadores que a votação aconteça e que o fim da escala 6×1 não seja adiado para depois das eleições.
Para o presidente da FEM-CUT/SP, Erick Silva, a aprovação na CCJ mostrou a força da mobilização dos trabalhadores, mas a etapa decisiva ainda está por vir.
“A aprovação na CCJ é uma vitória importante, construída pela luta dos trabalhadores e pela mobilização de quem não aceita mais uma jornada que rouba o tempo de vida das pessoas. Mas não podemos confundir uma etapa vencida com a chegada ao nosso objetivo. A luta continua e a pressão sobre o Senado precisa aumentar. Queremos a votação no Plenário e queremos agora”, afirma Erick.
Erick Silva e o secretário de Administração da FEM-CUT/SP, Claudião Batista, estiveram em Brasília durante a votação na CCJ e acompanharam de perto a movimentação no Senado. Para a entidade, o adiamento da votação em Plenário não pode ser usado para tirar o tema da agenda ou postergar uma decisão que afeta diretamente a vida de milhões de trabalhadores.
Segundo Claudião Batista, a mobilização precisa aumentar justamente diante das tentativas de adiar a votação.
“Nós estivemos em Brasília e vimos a importância dessa mobilização. A aprovação na CCJ mostrou que é possível avançar, mas também mostrou que haverá resistência. Quem trabalha cinco, seis dias por semana e tem apenas um dia para descansar não pode esperar indefinidamente. A categoria precisa continuar pressionando, porque o nosso lado tem que estar nas ruas, nos locais de trabalho e cobrando cada senador”, destaca Claudião.
Para a FEM-CUT/SP, adiar a votação é adiar uma decisão que impacta milhões de trabalhadores. A redução da jornada significa mais tempo para a família, para o descanso, para o estudo, para o lazer e para a própria vida.
A aprovação na CCJ abriu uma porta. Agora, é preciso impedir que ela seja fechada por adiamentos ou manobras políticas. A pressão deve continuar até que os senadores coloquem a proposta em votação no Plenário e cada parlamentar deixe claro de que lado está.