O movimento “Direitos Já!”, em São Paulo, está organizando uma caminhada, com a meta de reunir 50 mil mulheres, anunciada por Estela Haddad, esposa do candidato a governador Fernando Haddad. O que você acha da iniciativa?
Auxiliadora – Eu acho que um movimento com 50 mil mulheres, em São Paulo, é o voto da virada. É o voto que vai garantir a vitória de Lula em nosso estado. São as mulheres, principalmente as trabalhadoras, que vão para as cabeças. Isso é muito importante, e vamos jogar tudo nessa mobilização. Será nossa prioridade.
Existe um interesse especial da mulher operária na vitória de Lula. O que elas têm a ganhar ou, em caso contrário, a perder?
Auxiliadora – É o caminho para garantir os direitos que conquistamos a muito custo. Existe um interesse muito grande das mulheres operárias na vitória de Lula. E por quê? Porque garante a aplicação da lei do salário igual. É um “não” à discriminação e ao assédio moral e sexual no local de trabalho.
Você acredita que realmente a soberania nacional corre algum risco nessas eleições?
Auxiliadora – Nós temos que defender a soberania nacional e a democracia. Defender o “não ao golpe”. Esse pessoal da extrema direita, se ganhar, vai dar um golpe no Brasil. E, numa ditadura, quem mais sofre são as mulheres, principalmente as trabalhadoras que são mães.
Você crê que a luta feminina pode contar com o apoio dos companheiros?
Auxiliadora – Vamos estar juntos, homens e mulheres. E são as mulheres que mais defendem as creches para nossas crianças, a saúde e o SUS para nossa família. Defendem moradia decente e educação em período integral para nossos filhos. Por tudo isso, essa é nossa prioridade. São as mulheres nas ruas que vão garantir a vitória em São Paulo e no Brasil. Lula dará continuidade às nossas conquistas, ao que ele já fez e a tudo o que fará, com nosso apoio, para toda a sociedade brasileira. Então, as trabalhadoras têm que ir para as ruas e chamar todos os paulistas.