Os parceiros da Coalizão Global para a Justiça Social encerraram seu Fórum Anual de 2026 com um firme apelo para acelerar a implementação dos compromissos internacionais relacionados à justiça social, ao trabalho decente e ao desenvolvimento inclusivo, e anunciaram uma série de novos compromissos. Durante dois dias, representantes de governos, organizações de empregadores e de trabalhadores, organizações internacionais e regionais, bancos de desenvolvimento, empresas, instituições acadêmicas e sociedade civil compartilharam iniciativas concretas e identificaram oportunidades para fortalecer a colaboração nos âmbitos global, regional e nacional. O Fórum demonstrou o papel operacional cada vez mais relevante da Coalizão, que atualmente reúne mais de 400 parceiros. “A necessidade de justiça social continua sendo imensa. Mas não somos impotentes. A Coalizão passou da construção de uma plataforma para sua utilização, e os parceiros estão cada vez mais impulsionando ações e assumindo a responsabilidade pelos resultados”, afirmou o diretor-geral da OIT, Gilbert F. Houngbo. Dos compromissos à implementação A abertura de alto nível contou com pronunciamentos de Mansukh Mandaviya, ministro do Trabalho e Emprego da Índia; Francisco Macena, secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil, em nome do ministro Luiz Marinho; Jacqueline Mugo, presidente da Organização Internacional de Empregadores (OIE); e Luc Triangle, secretário-geral da Confederação Sindical Internacional (CSI). Os participantes refletiram sobre os avanços alcançados desde o lançamento da Coalizão, destacando a importância de consolidar essas bases para transformar compromissos políticos e diálogo em ações cada vez mais impulsionadas pelos parceiros e em resultados concretos. “À medida que o Brasil conclui esta etapa de sua atuação como copresidente do Grupo de Coordenação da Coalizão, olhamos com orgulho para o que construímos juntos. A Coalizão estabeleceu suas bases. Agora, sua próxima fase deve ser cada vez mais impulsionada por seus parceiros”, afirmou Francisco Macena, secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil, em nome do ministro Luiz Marinho. Sob a perspectiva dos empregadores, Jacqueline Mugo, presidente da Organização Internacional de Empregadores (OIE), destacou o potencial da Coalizão para conectar experiências e conhecimentos especializados a desafios concretos: “Vamos utilizar [a Coalizão] para identificar o que funciona, conectar os atores certos em torno de problemas reais e transformar o diálogo em ações concretas. Se conseguirmos fazer isso, a Coalizão se tornará mais do que uma plataforma de intercâmbio. Ela se tornará um instrumento concreto para promover avanços.” Luc Triangle, secretário-geral da Confederação Sindical Internacional (CSI), destacou a importância de que essa cooperação se traduza, em última instância, em melhorias concretas para as pessoas: “Queremos uma cooperação que ultrapasse as fronteiras institucionais. E queremos resultados que trabalhadores e trabalhadoras possam perceber em suas vidas. O movimento sindical fará a sua parte.” Refletindo o modelo da Coalizão de reunir parceiros com diferentes mandatos e áreas de especialização em torno de prioridades comuns, representantes de todas as categorias apresentaram os avanços alcançados, assumiram novos compromissos e anunciaram iniciativas no âmbito das Intervenções Prioritárias da Coalizão, entre as quais: O Governo da República do Congo, país-piloto no âmbito do trabalho da Coalizão sobre desigualdades e pobreza, apresentou avanços nas políticas de emprego e formação profissional, na reforma da legislação trabalhista e nas áreas de segurança e saúde no trabalho e proteção social nas cadeias produtivas agrícolas. O Governo da Alemanha destacou uma contribuição de 47 milhões de euros para apoiar o Acelerador Global do Emprego e da Proteção Social para Transições Justas, bem como a continuidade do apoio à Intervenção Prioritária sobre Salários Dignos, incluindo ações realizadas na Etiópia, na Costa do Marfim e na Colômbia, e também apresentou uma ferramenta de inspeção do trabalho baseada em inteligência artificial. O Governo da Finlândia anunciou sua adesão à Coalizão Internacional para a Igualdade Salarial (EPIC), fortalecendo a cooperação internacional em favor da igualdade salarial e da igualdade de gênero. O Grupo Adecco apresentou sua iniciativa de oferecer treinamento em letramento em inteligência artificial a aproximadamente 80 mil funcionários e destacou oportunidades para fortalecer a colaboração no desenvolvimento de competências e na transformação tecnológica centrada nas pessoas trabalhadoras, por meio da Intervenção Prioritária sobre Inteligência Artificial para o Impacto Social. A Liga dos Estados Árabes anunciou a realização de uma conferência regional de alto nível na Jordânia, em novembro de 2026, para dar seguimento à Declaração Política de Doha. A conferência abordará a justiça social, a pobreza multidimensional e as questões relacionadas às pessoas com deficiência, em consonância com as Intervenções Prioritárias da Coalizão. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) destacou ações conjuntas da OIT e do ACNUDH em âmbito nacional, incluindo uma capacitação prevista no Quênia para fortalecer os mecanismos nacionais de responsabilização, paralelamente à reforma da legislação trabalhista, e ações no Uzbequistão para aplicar uma abordagem de direitos humanos à elaboração do orçamento público. O ACNUDH também colocou à disposição seu centro de conhecimento, suas ferramentas e evidências para apoiar o trabalho da Coalizão. As instituições acadêmicas parceiras, representadas pelo Geneva Graduate Institute, pela Universidade de Stellenbosch e pela Universidade do Panamá, destacaram o papel da pesquisa e das evidências na implementação, defenderam o fortalecimento dos vínculos entre pesquisa e políticas públicas e colocaram à disposição ferramentas práticas e conhecimentos especializados para apoiar as ações da Coalizão. Perspectivas futuras As discussões também se concentraram no papel da Coalizão no apoio à implementação da Declaração Política de Doha e, ao mesmo tempo, em sua contribuição, por meio de experiências práticas, para os próximos debates sobre o marco de desenvolvimento pós-2030. Ao assumir a presidência do Grupo de Coordenação da Coalizão, a Índia, por meio de seu ministro do Trabalho e Emprego, Dr. Mansukh Mandaviya, defendeu que a próxima fase da Coalizão se concentre cada vez mais na implementação e em resultados mensuráveis: “Como copresidente, gostaria que todos nós avançássemos em três prioridades: transformar os compromissos coletivos em ações no âmbito nacional; intensificar a cooperação e o intercâmbio de conhecimentos; e garantir que a justiça social oriente as decisões que moldarão o desenvolvimento para além de 2030.” O Fórum Anual foi concluído com um apelo para que os parceiros ampliem suas contribuições às Intervenções Prioritárias da Coalizão, compartilhem conhecimentos e experiências práticas, desenvolvam novas iniciativas de colaboração e mobilizem seus conhecimentos especializados, suas redes e seus recursos em torno de prioridades definidas em âmbito nacional.
Os parceiros da Coalizão Global para a Justiça Social encerraram seu Fórum Anual de 2026 com um firme apelo para acelerar a implementação dos compromissos internacionais relacionados à justiça social, ao trabalho decente e ao desenvolvimento inclusivo, e anunciaram uma série de novos compromissos.
Durante dois dias, representantes de governos, organizações de empregadores e de trabalhadores, organizações internacionais e regionais, bancos de desenvolvimento, empresas, instituições acadêmicas e sociedade civil compartilharam iniciativas concretas e identificaram oportunidades para fortalecer a colaboração nos âmbitos global, regional e nacional.
O Fórum demonstrou o papel operacional cada vez mais relevante da Coalizão, que atualmente reúne mais de 400 parceiros.
“A necessidade de justiça social continua sendo imensa. Mas não somos impotentes. A Coalizão passou da construção de uma plataforma para sua utilização, e os parceiros estão cada vez mais impulsionando ações e assumindo a responsabilidade pelos resultados”, afirmou o diretor-geral da OIT, Gilbert F. Houngbo.
Dos compromissos à implementação
A abertura de alto nível contou com pronunciamentos de Mansukh Mandaviya, ministro do Trabalho e Emprego da Índia; Francisco Macena, secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil, em nome do ministro Luiz Marinho; Jacqueline Mugo, presidente da Organização Internacional de Empregadores (OIE); e Luc Triangle, secretário-geral da Confederação Sindical Internacional (CSI).
Os participantes refletiram sobre os avanços alcançados desde o lançamento da Coalizão, destacando a importância de consolidar essas bases para transformar compromissos políticos e diálogo em ações cada vez mais impulsionadas pelos parceiros e em resultados concretos.
“À medida que o Brasil conclui esta etapa de sua atuação como copresidente do Grupo de Coordenação da Coalizão, olhamos com orgulho para o que construímos juntos. A Coalizão estabeleceu suas bases. Agora, sua próxima fase deve ser cada vez mais impulsionada por seus parceiros”, afirmou Francisco Macena, secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil, em nome do ministro Luiz Marinho.
Sob a perspectiva dos empregadores, Jacqueline Mugo, presidente da Organização Internacional de Empregadores (OIE), destacou o potencial da Coalizão para conectar experiências e conhecimentos especializados a desafios concretos:
“Vamos utilizar [a Coalizão] para identificar o que funciona, conectar os atores certos em torno de problemas reais e transformar o diálogo em ações concretas. Se conseguirmos fazer isso, a Coalizão se tornará mais do que uma plataforma de intercâmbio. Ela se tornará um instrumento concreto para promover avanços.”
Luc Triangle, secretário-geral da Confederação Sindical Internacional (CSI), destacou a importância de que essa cooperação se traduza, em última instância, em melhorias concretas para as pessoas:
“Queremos uma cooperação que ultrapasse as fronteiras institucionais. E queremos resultados que trabalhadores e trabalhadoras possam perceber em suas vidas. O movimento sindical fará a sua parte.”
Refletindo o modelo da Coalizão de reunir parceiros com diferentes mandatos e áreas de especialização em torno de prioridades comuns, representantes de todas as categorias apresentaram os avanços alcançados, assumiram novos compromissos e anunciaram iniciativas no âmbito das Intervenções Prioritárias da Coalizão, entre as quais:
As instituições acadêmicas parceiras, representadas pelo Geneva Graduate Institute, pela Universidade de Stellenbosch e pela Universidade do Panamá, destacaram o papel da pesquisa e das evidências na implementação, defenderam o fortalecimento dos vínculos entre pesquisa e políticas públicas e colocaram à disposição ferramentas práticas e conhecimentos especializados para apoiar as ações da Coalizão.
Perspectivas futuras
As discussões também se concentraram no papel da Coalizão no apoio à implementação da Declaração Política de Doha e, ao mesmo tempo, em sua contribuição, por meio de experiências práticas, para os próximos debates sobre o marco de desenvolvimento pós-2030.
Ao assumir a presidência do Grupo de Coordenação da Coalizão, a Índia, por meio de seu ministro do Trabalho e Emprego, Dr. Mansukh Mandaviya, defendeu que a próxima fase da Coalizão se concentre cada vez mais na implementação e em resultados mensuráveis:
“Como copresidente, gostaria que todos nós avançássemos em três prioridades: transformar os compromissos coletivos em ações no âmbito nacional; intensificar a cooperação e o intercâmbio de conhecimentos; e garantir que a justiça social oriente as decisões que moldarão o desenvolvimento para além de 2030.”
O Fórum Anual foi concluído com um apelo para que os parceiros ampliem suas contribuições às Intervenções Prioritárias da Coalizão, compartilhem conhecimentos e experiências práticas, desenvolvam novas iniciativas de colaboração e mobilizem seus conhecimentos especializados, suas redes e seus recursos em torno de prioridades definidas em âmbito nacional.
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