Notícia - Lula avança em 96,7% dos municípios e vira votação em 211 cidades no segundo turno

O presidente Lula (PT) ampliou seu desempenho eleitoral em 96,7% dos municípios brasileiros no segundo turno das eleições de 2026 em comparação com a primeira votação. O avanço foi decisivo para reverter a vantagem inicial de Flávio Bolsonaro (PL) e garantir a reeleição do petista.

No resultado municipal, Lula obteve maioria dos votos em 2.875 cidades, enquanto Flávio Bolsonaro venceu em 2.695. Em Marquinho, no Paraná, houve empate. A mudança de cenário levou o presidente a conquistar a maioria em 211 municípios nos quais havia ficado atrás no primeiro turno. Flávio, por sua vez, virou o resultado em apenas uma cidade: Uirapuru, em Goiás.

Lula conquista novas cidades e amplia vantagem eleitoral

O avanço de Lula ocorreu em diferentes regiões do país, incluindo duas capitais: Rio de Janeiro e Macapá. Também houve viradas em 20 municípios com mais de 100 mil habitantes, demonstrando a expansão do desempenho do presidente em cidades de diferentes portes.

O Sudeste concentrou a maior parte das mudanças de resultado, com 120 municípios, seguido pelo Sul, com 40 cidades. Minas Gerais liderou o número de viradas municipais, seguido por São Paulo.

Mesmo nos locais em que não conseguiu superar o adversário, Lula reduziu a diferença ou ampliou sua vantagem em relação ao primeiro turno. Esse movimento foi registrado em 5.385 municípios, o equivalente a 96,7% das cidades consideradas no levantamento.

Na capital paulista, por exemplo, o presidente já havia conquistado a maioria dos votos no primeiro turno, com 46,58%, contra 42,13% de Flávio. Na segunda votação, ampliou a distância e alcançou 55,5%, enquanto o candidato do PL terminou com 44,5%.

Minas Gerais concentra o maior número de viradas

Minas Gerais foi o único estado em que Lula conseguiu reverter o resultado geral da primeira votação. No território mineiro, 76 municípios que haviam dado maioria a Flávio Bolsonaro no primeiro turno passaram a favorecer o petista no segundo.

O destaque foi Itabirito, onde Lula saiu de uma desvantagem de 4,5 pontos percentuais para uma vitória por 4,9 pontos. Tiradentes, Santa Luzia e Guaxupé também estão entre as cidades que mudaram de lado na disputa.

São Paulo aparece na sequência, com 32 municípios em que Lula virou o resultado. A lista inclui Osasco, Poá, Cotia, São Vicente, Araraquara e Ribeirão Pires.

Na Bahia, Lajedão registrou uma das maiores ampliações da vantagem petista. A diferença em favor de Lula passou de 12,7 pontos percentuais no primeiro turno para 59 pontos na votação decisiva.

Embora a virada estadual tenha ocorrido somente em Minas Gerais, o presidente também avançou em estados nos quais Flávio venceu. O Rio de Janeiro foi um dos destaques desse movimento, enquanto Lula ampliou sua vantagem nas unidades da Federação em que já havia conquistado a maioria.

Presidente reverte vantagem de 2,2 milhões de votos

A mudança no desempenho municipal acompanhou a recuperação de Lula no total de votos válidos. Flávio Bolsonaro havia terminado o primeiro turno com uma vantagem de aproximadamente 2,2 milhões de votos sobre o petista. No segundo turno, Lula reverteu essa diferença e encerrou a disputa com uma vantagem de 4,4 milhões de votos.

O resultado marcou uma mudança histórica no cenário eleitoral. Até então, nenhum candidato à Presidência que havia ficado atrás no primeiro turno tinha conseguido reverter a disputa na votação final. A eleição de 2026 também teve uma diferença particularmente estreita entre os concorrentes na primeira etapa.

No exterior, Lula também venceu o segundo turno, com 53,86% dos votos válidos, contra 46,14% de Flávio Bolsonaro. Na primeira votação, o petista havia registrado 47,57%, enquanto o candidato do PL obteve 43,49%.

Mobilização eleitoral e queda da abstenção

O segundo turno foi marcado por problemas no transporte em algumas cidades, que levaram à ampliação do horário de votação. Apesar das dificuldades, a participação eleitoral aumentou, e a abstenção caiu para o menor patamar em 20 anos.

A mobilização das campanhas e a participação dos eleitores contribuíram para esse resultado. A redução das ausências ocorreu em uma disputa na qual a diferença entre os candidatos no primeiro turno havia sido pequena, tornando decisiva a conquista de novos votos e a ampliação das vantagens nos municípios.

A reeleição de Lula não dependeu apenas da manutenção de seus redutos eleitorais. O presidente também conseguiu avançar em milhares de cidades, reduzir diferenças desfavoráveis e conquistar a maioria em municípios que haviam escolhido Flávio Bolsonaro na primeira votação.

 


Fonte:  CSB Com informações de Folha de S.Paulo / Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial - 26/10/2026

 

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