O mundo vê a sua frente uma crescente incerteza econômica e as tensões geopolíticas estão exacerbando desafios de longa data na indústria siderúrgica.
A IndustriALL Global Union, IndustriALL Europe e a TUAC pedem aos governos do Comitê Siderúrgico da OCDE que garantam que os trabalhadores não sofreram perdas salariais e de direitos ante a situação mundial.
Dados da OCDE mostram a produção de aço mundial continua a crescer mesmo com uma demanda menor diante de uma economia mais lenta. Até o final de 2024, a capacidade global de siderurgia havia atingido 2,4 milhões de toneladas e deve aumentar mais nos próximos anos. Quase metade dessa capacidade está na China, onde a queda de demanda interna desde 2020 levou a produção para os mercados de exportação, aumentando a pressão sobre outras economias.
Diante de imposições tarifárias que estão sendo colocadas, principalmente pelo presidente dos EUA, Donald Trump, tem adicionado mais incertezas que podem impactar negativamente a demanda de investimento o que pode colocar em risco os empregos do setor siderúrgico em todo o mundo.
Os sindicatos apelam para ambiciosas políticas e abrangentes para impulsionar a procura e estabelecer normas mais elevadas, incorporando as condições laborais e ambientais. Eles também exortam as grandes empresas a reinvestirem seus lucros em tecnologias novas e verdes para impulsionar o crescimento econômico sustentável e criar efeitos positivos de transbordamento em outros setores.
“Os governos devem adotar estratégias industriais proativas que alinhem objetivos econômicos, ambientais e sociais. O aço é a espinha dorsal de nossas economias—proteger o setor significa proteger os trabalhadores, as comunidades e o futuro da manufatura”, disse Christina Olivier, secretária geral assistente do IndustriALL Global Union.