Na próxima segunda-feira (7 de abril), centrais, entidades sindicais e de movimentos sociais celebrarão o Dia Mundial da Saúde. Neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu o tema Começos Saudáveis, Futuros Esperançosos, em referência à saúde das pessoas que gestam, reforçando que os direitos reprodutivos são direitos humanos.
Na prática, o tema busca reforçar que todas as pessoas têm direito a uma assistência digna e respeitosa ao longo de toda a vida. Isso inclui apoio e informação para decidir se e quando ter filhos, acesso a educação sexual na infância e juventude, acesso ao planejamento reprodutivo e atendimento em casos de violência, atenção baseada em evidências no pré-natal, no parto, no puerpério e no aleitamento.
Outros aspectos que se relacionam ao tema estão vinculados a direitos conquistados que estão sob ameaça, como licença-maternidade remunerada, acesso a creches, o direito ao colo e ao trabalho digno. Podemos acrescentar ainda o direito à moradia, à mobilidade urbana e à alimentação saudável, compondo um conjunto de direitos sociais que contribuem para o bem-estar e a saúde da população.
Esses e outros assuntos estarão em debate na aula pública em frente ao Theatro Municipal de São Paulo, na Praça Ramos de Azevedo, onde será a concentração da atividade que depois seguirá em caminhada até a Prefeitura de São Paulo.
Pela proteção à maternidade e à infância, garantida pela Declaração Universal de Direitos Humanos desde 1948, por condições dignas de moradia, alimentação, educação, trabalho, mobilidade urbana e assistência ao longo de toda a vida, e por um SUS forte e resiliente, chamamos toda a sociedade a participar deste Dia Mundial da Saúde!
Aula pública e ato pelo Dia Mundial da Saúde
7 de abril | Segunda-feira
9h30
Concentração: Praça Ramos de Azevedo - em frente ao Theatro Municipal de São Paulo
Caminhada e ato em frente da Prefeitura de São Paulo
AULA PÚBLICA SERÁ DADA POR:
Danie Sampaio, representante da Associação de Doulas de São Paulo (Adosp) e Coletiva Mãe na Roda
Fernanda Marçal Ferreira, representante do Grupo de Pesquisa Enfermagem e Assistência à Saúde de Mulheres: modelos, agentes e práticas (MAP) Mulheres e Docente da Escola de Enfermagem da USP
Maria Fernanda Alves Garcia Montero, professora e militante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM)
Mariana Gervásio, docente do Curso de Obstetrícia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP
Nathalie Leister, representante da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo) Seccional São Paulo, e docente da Escola de Enfermagem da USP
Simone Diniz, representante do Grupo de Estudos Gênero e Evidências (GEMAS) e professora titular da Faculdade de Saúde Pública da USP