Notícia - Negociações coletivas garantem ganhos reais para trabalhadores em 2025

Os dados das negociações coletivas realizadas ao longo de 2025 indicam um ano amplamente positivo para os trabalhadores brasileiros. Levantamento do DIEESE, com base em quase 20 mil instrumentos coletivos registrados no sistema Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que 77,9% dos reajustes salariais firmados entre janeiro e novembro ficaram acima da inflação, garantindo ganhos reais aos salários

Outros 13,8% das negociações asseguraram a recomposição integral do poder de compra, com reajustes equivalentes à variação do INPC, enquanto apenas 8,3% resultaram em perdas salariais. O desempenho confirma a tendência de valorização dos salários observada ao longo do ano, mesmo em um cenário econômico ainda marcado por incertezas

O mês de novembro se destacou de forma ainda mais expressiva. Cerca de 90% dos 177 reajustes registrados na data-base garantiram aumentos acima da inflação, e praticamente não houve acordos com perdas reais. A variação real média dos reajustes em novembro foi de 1,22%, a segunda maior de 2025, atrás apenas de fevereiro

Na análise setorial, indústria e comércio lideraram em ganhos reais, com cerca de 79% das negociações acima do INPC. Já no recorte regional, Sul e Sudeste concentraram os melhores resultados, com mais de 80% dos reajustes superando a inflação, enquanto o Sul apresentou o menor percentual de perdas salariais no país

Os dados também revelam avanços nos pisos salariais. Em 2025, o piso médio nacional alcançou R$ 1.857, e o piso mediano ficou em R$ 1.731, com destaque para o setor de serviços e para a região Sul, que registraram os valores mais elevados

Para o DIEESE, os números reforçam a importância da negociação coletiva como instrumento fundamental para a proteção do poder de compra e para a melhoria das condições de vida dos trabalhadores. Mesmo com oscilações pontuais, 2025 caminha para se consolidar como um ano de predominância de ganhos reais nos salários, resultado direto da mobilização sindical e da retomada do diálogo nas mesas de negociação.


Fonte:  FEM-CUT / Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil - 19/01/2026

 

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