Notícia - CTB celebra os 100 anos de Fidel Castro: símbolo da Revolução Cubana e da luta dos povos

Neste 13 de agosto, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) se soma à Federação Sindical Mundial (FSM) e às organizações sindicais de todo o mundo para celebrar os 100 anos de nascimento de Fidel Castro, líder histórico da Revolução Cubana e uma das grandes referências das lutas de libertação nacional, do socialismo e do anti-imperialismo no século XX.

Fidel não pode ser compreendido apenas como uma liderança individual. Sua trajetória está profundamente ligada à história do povo cubano, às lutas pela independência, pela soberania nacional e pela construção de uma sociedade livre da dominação imperialista. Fidel é parte de uma história que passa por Carlos Manuel de Céspedes, José Martí, Antonio Maceo e por gerações de cubanos que fizeram da luta pela soberania uma luta também por justiça social.

A Revolução Cubana de 1959 representou uma ruptura histórica na América Latina. Em um continente submetido durante décadas à influência política, econômica e militar dos Estados Unidos, Cuba afirmou seu direito de construir seu próprio caminho. A revolução colocou no centro de seu projeto a soberania nacional, a igualdade social e a construção do socialismo.

É por isso que, para o movimento sindical e popular, Fidel representa muito mais do que uma personalidade histórica. Representa a possibilidade de um povo organizado enfrentar as estruturas de dominação e afirmar que seu destino deve ser decidido por ele próprio.

Ao longo de sua trajetória, Fidel esteve associado à defesa da unidade do povo cubano e à solidariedade internacionalista. Cuba, mesmo submetida ao bloqueio e a décadas de pressão externa, também construiu uma política de solidariedade com povos de diferentes partes do mundo.

Essa dimensão internacionalista possui especial significado para a classe trabalhadora. A luta dos trabalhadores não termina nas fronteiras nacionais. A exploração, a desigualdade e as formas de dominação econômica também atravessam fronteiras. Por isso, a solidariedade internacional da classe trabalhadora permanece um princípio fundamental para o movimento sindical.

Para a CTB, homenagear Fidel neste centenário é também reafirmar a defesa da soberania dos povos, do direito à autodeterminação, da paz, da justiça social e do socialismo, além da solidariedade entre os trabalhadores brasileiros, cubanos e de todo o mundo.

Fidel e o povo cubano

A grandeza histórica de Fidel está justamente na sua relação com um processo coletivo. A Revolução não foi obra de um único homem: foi construída por um povo que lutou, se organizou e enfrentou enormes obstáculos para conquistar sua soberania.

Fidel se tornou uma expressão dessa luta coletiva. Sua liderança esteve profundamente ligada à construção de uma identidade política cubana marcada pela independência, pelo patriotismo popular, pelo anti-imperialismo e pela justiça social.

Por isso, celebrar seus 100 anos é também celebrar a resistência do povo cubano e sua trajetória de luta pela construção de uma sociedade soberana.

A história de Cuba demonstra que a soberania não é uma concessão. É uma conquista construída pela organização e pela luta de um povo.

Uma referência para a solidariedade internacional

A CTB reafirma, neste centenário, seus laços de solidariedade com a classe trabalhadora cubana e com os povos que lutam por sua emancipação.

Em um cenário internacional marcado por guerras, desigualdade, ofensivas contra direitos sociais e novas formas de dominação, a defesa da soberania e da solidariedade entre os povos permanece atual.

Fidel Castro completaria 100 anos. Sua história permanece ligada à Revolução Cubana, à luta anti-imperialista e à resistência de um povo que decidiu ser dono do próprio destino.

A CTB saúda o centenário de Fidel Castro e reafirma: viva a solidariedade internacional dos trabalhadores, viva a soberania dos povos e viva a Revolução Cubana!

CTB — Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil



Fonte:  CTB - 13/08/2026

 

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